
Cambará
Redação NPDIÁRIO.com/Roberto Francisquini
A secretaria estadual da Saúde descartou nesta sexta-feira ,dia 11, por meio de exames laboratoriais, a morte suspeita de dengue no município de Cambará. A Secretaria ainda investiga a real causa da morte, visto que os exames de outras doenças (leptospirose, hantavirose, febre amarela, entre outros) ainda não têm resultados.
O paciente de 37 anos, morador de Cambará, começou a apresentar febre alta, dor de cabeça, dores no corpo e diarreia no dia 5 de janeiro e foi internado no dia 7. O quadro se agravou e ele foi transferido no dia 9 de janeiro para Jacarezinho, mas não resistiu e morreu.
"A partir deste caso, a 19ª Regional de Saúde fez ações de bloqueio no município, não encontrando nenhum outro caso suspeito", afirma o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Ronaldo Trevisan. Segundo ele, os 22 municípios da regional não registram casos da doença desde maio do ano passado, sendo o último caso confirmado em Cambará.
A Secretaria da Saúde também registrou dois casos de dengue tipo 4 – um em Maringá e outro em Paranavaí. De acordo com a 14ª Regional de Saúde o caso de Paranavaí é autóctone (quando a infecção ocorre dentro do Estado). A 15ª Regional de Saúde ainda investiga se outro caso é autóctone ou importado. Os dois pacientes estão sendo acompanhados pelos serviços de saúde e não evoluíram para a forma grave da doença.
Até o momento nenhum caso autóctone de Denv 4 foi confirmado no Paraná. O mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, carrega um dos quatro tipos de vírus da doença existentes no mundo (Denv-1, Denv-2, Denv-3, Denv-4). No Paraná já circularam três variações do vírus, com a predominância do Denv-1 nos dois últimos anos.
Independente do caso de Denv-4 ser importado ou não, as equipes de saúde dos municípios paranaenses devem estar em alerta, pois toda a população paranaense é suscetível ao novo sorotipo.
A principal preocupação das autoridades sanitárias é com relação aos casos graves de dengue que podem evoluir para morte. "O quadro clínico de um paciente se agrava quando ele já teve contato com o vírus da dengue e é novamente infectado", destaca Trevisan.
O coordenador enfatiza que é fundamental que pessoas infectadas contribuam e permitam que seja feita a coleta do sangue para a identificação do vírus da dengue. Isto facilita o monitoramento viral no Paraná.
Prefeito de Cambará prepara força tarefa para combater o mosquito da dengue
“População sabe dos riscos e contamos com a ajuda de todos para eliminar os focos do mosquito” declarou João Mattar
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| O prefeito de Cambará João Mattar (PSB) lamentou a morte do morador, no entanto disse estar aliviado quanto ao resultado dos exames que descartou a causa da morte, que até então, estava sob suspeita de ser dengue hemorrágica. |
O prefeito de Cambará João Mattar (PSB) lamentou a morte do morador e disse estar sensibilizado com a dor de seus familiares pela perda, no entanto disse estar aliviado quanto ao resultado dos exames que descartou a causa da morte, que até então, estava sob suspeita de ser dengue hemorrágica.
João informa que o setor de epidemiologia da prefeitura está em alerta máximo e prepara para os próximos dias uma força tarefa para combater os possíveis focos dos mosquitos.
“Tivemos recentemente um surto da doença que resultou na morte de uma jovem e centenas de pessoas que foram picadas pelo mosquito em nosso município e desenvolveram a doença, não podemos permitir que o mosquito se espalhe e cause mais dor para nossas famílias” disse o prefeito. “Envio nota de pesar para os familiares pela dor da perda de um ente querido, especialmente pela repercussão do caso em que expôs ainda mais a família deste morador” declarou João.
Mattar pede apoio dos moradores para que façam adequada limpeza em seus quintais e colabore com os agentes de endemia.
A preocupação do prefeito sobre o assunto é valia, tendo em vista que o modo mais eficaz de combate ao mosquito da dengue é a eliminação dos possíveis focos. Outro agravante dá conta de que os agentes de endemia tenham enfrentado dificuldades em inspecionar algumas residências por que alguns moradores não permitem o exame adequado em seus quintais.
Outro problema que agrava ainda mais a situação é a falta de verba pública neste início de mandato. “Neste momento precisamos muito da colaboração da população, e pedimos para que reforcem os cuidados em seus quintais e, não deixe em espécie alguma, água empossada e mantenham garrafas e outros objetos ao abrigo das chuvas” declarou o prefeito.
Tempo quente e chuva rápida ao longo do dia dão condições ideais para a rápida reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor também da Febre Amarela.