
A noite solar, o dia lunar,
Água de prata ao mar.
O vento que voa frio,
O raio que nuvem partiu.
O crepúsculo aos olhos
Resplandece as rochas negras
E os que desciam mórbidos
Ascendem às doces sedas.
A suprema obra majestosa,
Que tudo alcança, tudo vê,
E a ti, nu, faz à mercê
De uma vasta nuvem gloriosa.
As harpas da deusa estrelada
Cantam às flores azuis,
E a bela deusa dourada
Fulgura em seu leito de luz.