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| “A tarefa não será das mais fáceis, mas espero que no ano que vem tenhamos centenas de crianças praticando esporte neste lugar” declarou o vereador Marcio Albertini (PR) entre o empresário Estevinho e o Presidente do Operário Alceu Bernardelli (Vermelho).
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Cambará
Roberto Francisquini
Novato na política cambaraense, Marcio Albertini (PR), eleito com a terceira maior votação no último pleito, já começa mostrar serviço.
O vereador literalmente arregaçou as mangas e iniciou uma “cruzada” para recuperar o estádio da vila Santana. “A tarefa não será das mais fáceis, mas espero que no ano que vem, tenhamos centenas de crianças praticando esporte neste lugar” declarou o vereador.
Marcio ingressou recentemente na nova diretoria recém eleita do Clube Operário, que tem na presidência o Sr. Alceu Bernardelli, (o Vermelho), como é mais conhecido.
O presidente é mais otimista. “Espero que no próximo semestre já possamos ver a garotada correndo neste campo” contou Vermelho.
Com o aporte do empresário Estevinho, da Alçar Auto Peças, que disponibilizou um trator e implementos, o mato que cobria o campo foi roçado e, o matagal que se formou na área interna do muro foi ceifado e o próximo passo é recuperar o gramado. “Com exceção de alguns pontos críticos, o gramado apresenta boas condições” disse Marcio.
A maior dificuldade da diretoria do Operário será a recuperação da arquibancada e vestiários. Feita de madeira e tomada por cupins é praticamente inviável a restauração da arquibancada. “Vamos consultar um engenheiro para averiguar as reais condições de segurança para o público, a primeira vista não vejo condições de reutilizá-la” contou Marcio Albertini.
Sabedor de que a obra não representa uma ação de políticas públicas, tendo em vista que o local pertence à iniciativa privada, o vereador foi categórico ao afirmar que toda ação reverte em reação e neste caso, a reação é positiva. “O estádio pode ser particular, mas os moradores vizinhos sofrem com as ações de todo tipo de animais peçonhentos por causa do matagal que se formou dentro do estádio e, convivem com a insegurança de terem suas casas invadidas por usuários de drogas que freqüentam o local, essas pessoas precisam de uma resposta do poder público” contou Marcinho, como é mais conhecido. “Não estamos usando dinheiro público nesta empreitada, estamos mobilizando todos os setores da sociedade para resolver um problema que é de todos. Uma ação positiva reverte em boas coisas” declarou o vereador.
“Hoje temos o Estevinho, amanhã pode vir outras empresas e, quem sabe, venham voluntários que queiram ajudar a devolver a este estádio a dignidade que faz jus a seu passado glorioso” filosofa e edil.
O vereador disse que fará o seu melhor para ajudar a construir uma cidade de oportunidades para todos. “Se posso fazer algo, farei com garra” acrescentou.
Estádio e suas histórias

Palco de grandes clássicos do futebol profissional e amador, o Estádio da Vila Santana viveu o seu apogeu nos tempos áureos do café, sua melhor fase. O Clube Recreativo Operário, detentor dos direitos do patrimônio hoje em ruínas, mantinha também um time de futebol com o mesmo nome e foi por muitos anos um dos orgulhos para os cambaraenses da época.
Mais tarde, serviu de casa para a Sociedade Esportiva Matsubara por diversos anos.
O caldeirão, é assim que os mais antigos o classificam, devido à proximidade do alambrado com o gramado, movimentou o futebol cambaraenses por gerações.
Com a decadência do clube Operário e a mudança do Matsubara para a Vila Olímpica, o local se manteve, entre idas e vindas, por iniciativas isoladas.
Dos projetos esportivos implantados no local, o de maior valor foi colocado em prática pelo Professor João Antônio Tinelli, hoje vereador e presidente da Câmara local. Por décadas, milhares de crianças e adolescentes, passaram pela Escolinha do Professor “Tinellinho” como ficou conhecido o projeto.
Professor Tinelli diz que uma medida política arquitetada por Mamede, prefeito na época, o fez sair do local e inviabilizou o projeto.
Sem recursos e com sua diretoria dissolvida, o Estádio foi posto a própria sorte e amarga o abandono por diversos anos. O local, palco de grandes duelos, passou a servir de abrigo para usuários de drogas e suas práticas peculiares.
O mato tomou conta do lugar e levou perigo e medo aos moradores da vizinhança. Inúmeras foram às cobranças quanto uma ação do poder público para amenizar o sofrimento das famílias que residem nas proximidades.
Nada foi feito para amenizar o problema, sob a alegação de que não se pode colocar dinheiro público na iniciativa privada.
De fato, não se pode mesmo, no entanto, espera-se dos mandatários, que usem suas influências políticas para resolver problemas que saem de suas jurisprudências.
O futuro agradece...