

Cambará
Roberto Francisquini
Os servidores municipais de Cambará promoveram, na manhã desta quinta-feira (07), uma manifestação em que reivindicam da Prefeitura um posicionamento sobre os cortes das horas extras e das gratificações.
Em passeata, saíram do barracão e se aglomeraram na área frontal à Prefeitura onde protestaram contra a medida.
Cerca de 100 servidores cobraram do prefeito João Mattar agilidade para resolver a questão.
Os empregados alegam que foram pegos de surpresa quando receberam seus holerites com os valores bem abaixo do habitual. “Eu recebi menos de trezentos reais” comentou um funcionário mostrando o holerite.
O vereador Walcir Joaquim (PSDB), até que tentou acalmar os ânimos, ao explicar que o ajuste salarial deve antes passar pela câmara, o que deve, segundo ele, acontecer ainda este mês.
Em seguida, ainda na rua, o prefeito João Mattar iniciou a conversa com os servidores. Com os nervos bastante exaltados, os trabalhadores pediram providências. O prefeito até que tentou explicar para a maioria, mas foi interrompido por vozes inflamadas de protesto. “Nós queremos uma data”, “minhas contas estão vencidas”, “Não tenho dinheiro para comprar material escolar”, eram algumas das exigências.

O prefeito disse que muitos servidores são registrados com salário de pouco mais de R$700,00 e, em alguns casos, recebiam até R$ 2 mil, valores que eram, até então, supridos por horas extras e gratificações, o que é ilegal perante a lei, de acordo com o prefeito.
João explicou que a determinação dos cortes partiu do Ministério Público, que exige da prefeitura que se adéqüem estes vencimentos conforme a lei vigente.
João Mattar chegou a se exaltar em alguns momentos, e pediu que se formasse uma comissão para que se discutisse o assunto em seu gabinete.
Mais detalhes ainda hoje.