

Cambará
Roberto Francisquini
O vereador Marcio Albertini (PR) visitou a redação do Circulandoaqui na tarde da última terça-feira (11) e se mostrou preocupado quanto a qualidade da água consumida pelos moradores de Cambará, especialmente à dos poços artesianos que foram perfurados em diversos bairros do município. De acordo com o vereador, o sinal de alerta ascendeu depois que ele se deparou com cenas impressionantes no cemitério municipal. O vereador apresentou fotos que, segundo ele, atestam seu temor de que o lençol freático do município esteja sendo contaminado.
De acordo com o edil, a ausência de incinerador para dar fim aos restos de caixão, vestimentas de pessoas que morreram, entre outros, ascende o sinal de alerta.
O edil afirmou que conversou com os responsáveis pela limpeza dos túmulos e os mesmo alegaram não saber o que fazer com o material descartado.
Sem um lugar apropriado para depositar ou queimar os restos mortuários, o material fica a céu aberto sob chuva e ação do tempo. “Nosso Cemitério está localizado num ponto alto da cidade, temo que estes materiais estejam contaminando a água de nosso município”
alertou o vereador, “acredito que precisamos realizar, em caráter de urgência, uma análise nos poços artesianos de nossa cidade, para que se comprove que não há risco de contaminação” acrescentou o vereador.
Marcio fez o alerta durante seção ordinária na Câmara municipal de vereadores e apresentou as fotos aos membros da casa.
Albertini alegou ao Circulandoaqui que diversos visitantes do cemitério municipal o procuraram para falar sobre o assunto. “Chega a ser constrangedor ver aquela situação” contou Albertini.
De acordo com o vereador, a situação perdura por vários anos e que isto aumenta sua preocupação.
Albertini informou que conversou com o atual prefeito sobre a necessidade
de instalar o equipamento no cemitério. Marcio alegou que está sendo feito levantamento de custos para a instalação do componente. “Além do incinerador, precisa ser construído um local adequando para o armazenamento das cinzas que não pode, de forma alguma, ter contato com o solo, pois os riscos de contaminação também são grandes” finalizou.