

Uma preocupação crescente da medicina é a resistência crescente de micróbios a antibióticos. No centro de pesquisa da AstraZeneca, próximo a Boston, cientistas trabalham para encontrar novas armas, mas o progresso é lento. Reforços estão a caminho. Em 8 de maio, a Comissão Europeia e a associação farmacêutica da Europa apresentaram detalhes de um plano para turbinar a pesquisa de antibióticos em até US$ 760 milhões. Nos EUA, no mesmo dia, uma comissão do Congresso propôs mudanças com objetivos similares.
Bactérias resistentes a remédios custam somente à Europa cerca de €1.5 bilhão ao ano em custos de saúde e perdas de produtividade. Porém, as empresas estão demorando a criar novos antibióticos. Em primeiro lugar, a tecnologia é complicada. Algumas bactérias aprenderam a expulsar os antibióticos de seus limites, outras desenvolveram membranas impermeáveis aos fármacos. Em segundo, os testes clínicos são árduos. As empresas têm dificuldade para encontrar pacientes o bastante com infecções bacteriológicas raras. Em terceiro, os prospectos comercias são desanimadores. Pacientes tomam remédios de colesterol a vida toda, mas geralmente só tomam antibióticos por menos de duas semanas.
Não surpreende que o establishment farmacológico tenha direcionado sua atenção para outras áreas. Entre 1983 e 1992, os reguladores norte-americanos aprovaram 30 novos antibióticos. Desde 2003, apenas sete foram aprovados. Pode demorar uma década até que a nova proposta dos EUA e da UE produza uma novo antibiótico.