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Demissão de comandantes das Forças Armadas repercute entre deputados no Plenário da Câmara

Pedidos de demissão ocorreram nesta terça-feira (30), um dia após saída do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Agência Câmara de Notícias
30/03/2021 às 18h10
Demissão de comandantes das Forças Armadas repercute entre deputados no Plenário da Câmara
Sessão do Plenário da Câmara dos Deputados - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Deputados de diferentes partidos, e em particular da oposição, manifestaram no Plenário da Câmara apoio aos comandantes das Forças Armadas que pediram demissão nesta terça-feira (30), logo após o afastamento do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

O deputado General Peternelli (PSL-SP) afirmou que Azevedo e Silva realizou atividades fundamentais no enfrentamento ao coronavírus. O parlamentar desejou sucesso ao novo ministro da Defesa, general Braga Netto, afirmando que espera a manutenção dos valores da Academia Militar das Agulhas Negras.

"Nosso foco é sempre o bem comum do povo brasileiro", disse Peternelli. "As Forças Armadas compartilham plenamente os valores da Justiça, da democracia, da paz e da igualdade de oportunidades que lastreiam os objetivos internos e externos do Brasil. Contribuem desta forma para consolidar nosso País como um Estado democrático de direito por excelência", declarou.

Para o deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), o ministro da Defesa saiu porque o presidente Jair Bolsonaro esperava dele, e dos comandantes militares, uma atuação politizada. Capiberibe afirmou que Bolsonaro vem atentando contra a democracia desde quando era deputado federal. "No dia do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ele homenageou um torturador", indignou-se.

Camilo Capiberibe apresentou requerimento para a Câmara repudiar qualquer comemoração do golpe militar de 1964, que faz 57 anos nesta quarta-feira (31). "Ditadura, nunca mais", pediu.

Já o deputado Bibo Nunes (PSL-RS) acusou os parlamentares de esquerda de querer gerar instabilidade e mentir sobre a ameaça de um golpe contra a democracia. "Qual é o presidente eleito democraticamente, com mais de 58 milhões de votos, que vai querer dar um golpe contra si?", questionou. "Não tem sentido algum."

Bibo Nunes declarou ser contra o radicalismo e afirmou que os deputados de esquerda não pensam no País.

O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou que a renúncia dos representantes das Forças Armadas demonstra o compromisso com seu papel de Estado. "Isso não é pouco quando temos um presidente da República com vocação autoritária, com rompantes golpistas, que não tem nenhuma dúvida em ameaçar o Supremo Tribunal Federal, o Congresso e a imprensa", destacou.

"Ele não tem liderança nem para dar golpe, que é um ato baixo e subalterno, porque só visa a sua posição individual e a seus interesses", disse Chinaglia.

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