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Tecnologia AERONAVES!

COOPERAÇÃO VAI DESENVOLVER SETOR DE AERONAVES DE PEQUENO PORTE

Fundação Araucária, Parque Tecnológico Itaipu, Unioeste e Unila são parceiros do NAPI – Aeronaves de Pequeno Porte

31/03/2021 17h21 Atualizada há 2 semanas
Por: Nathália Bonhole Fonte: AEN
No Oeste do Paraná já existe um ecossistema desse setor.
No Oeste do Paraná já existe um ecossistema desse setor.

 

A Fundação Araucária lançou nesta semana o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) – Aeronaves de Pequeno Porte. Trata-se de uma parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O objetivo é instituir uma cooperação técnico-científica que promova a constituição de programas, projetos e atividades no campo da pesquisa, ensino, produção e inovação. 

As aeronaves de pequeno porte representam mais de 90% da frota aérea civil do Brasil e são responsáveis por milhares de empregos e pela geração de receita expressiva.

“As pesquisas neste segmento envolverão o capital intelectual e social das instituições de ciência, tecnologia e inovação, principalmente representadas pelas sete universidades estaduais, quatro federais e um instituto federal, além de várias outras instituições de natureza privada”, afirmou Ramiro Wahrhaftig, o presidente da Fundação Araucária

 

Ele destacou que no Paraná mais de 460 doutores produziram trabalhos em Aeronáutica. No Oeste do Estado existe um ecossistema de inovação, com atores e ativos que favorecem a parceria. Ele já envolve ação conjunta e diferenciada da academia, governo, empresas e sociedade civil organizada.

O NAPI ampliará esse alcance e trabalhará em cima da importância da preservação da história e da tecnologia aeronáutica paranaenses, e da transferência e aquisição de novos conhecimentos, com o objetivo de construir o futuro da pesquisa e do desenvolvimento.

“O NAPI Aeronaves de Pequeno Porte funcionará como resgate de uma competência única nacional ligada à engenharia de aeronaves com elevado potencial de adensamento de uma cadeia atualmente frágil”, disse Luiz Márcio Spinosa, o diretor científico, tecnológico e de inovação da Fundação Araucária.

Segundo ele, neste primeiro momento do NAPI serão priorizadas ações voltadas ao agronegócio. 

IPE e IPETEC – A partir de 1960, a IPE, uma empresa paranaense, iniciou suas atividades com foco em manutenção e reparos de aeronaves leves, para atender as demandas do Aeroclube do Paraná. Desde então, vem evoluindo. Em 1970, com o projeto do planador Quero-Quero, do qual foram construídas 155 unidades, ampliou a sua atuação, passando a servir todos os aeroclubes do Brasil. 

Com essa produção, iniciou-se o surgimento de uma demanda específica para planadores de instrução, o que foi atendido pela IPE com o planador Nhapecan, nome indígena da harpia, ave que ilustra o escudo do Paraná. Nos anos 90, a IPE começou a construir aeronaves a motor, desenvolvendo o projeto Guará como aeronave de instrução. Depois iniciou o projeto do avião agrícola Curiango. 

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas – Ipetec surgiu a partir dos estudos desenvolvidos pelo IPE Aeronaves, com o objetivo principal de formar capital humano e desenvolvimento tecnológico com outras instituições, atuando fortemente no ecossistema de inovação do Paraná.

Para o proprietário da IPE Aeronaves e idealizador do Ipetec, João Carlos Boscardin Filho, com o NAPI poderão ser identificados problemas e solucionados gargalos. A rede também trará agilidade no desenvolvimento de projetos e na formação do capital intelectual, além da capacidade de atrair investidores e novos parceiros.

“Também facilitará o desenvolvimento e aperfeiçoamento de projetos estratégicos ligados à integridade e soberania nacional e à criação de riqueza e bem-estar com retorno financeiro e econômico para as instituições parceiras com geração de resultados”, ressaltou.  

RECURSOS – A Fundação Araucária vai fornecer bolsas de pesquisa para o projeto e apoio em conexões com capital intelectual. O Ipetec, por sua vez, entra com a expertise, equipamentos necessários e a conexão estratégica com setores de aviação e agricultura, além de possibilidade de investimento parcial em infraestrutura, RH e materiais/insumos.  

O ambiente do PTI será o núcleo de desenvolvimento tecnológico junto às instituições de Ensino Superior, com capacidade institucional para projetos inovadores e de grande impacto socioeconômico, incluindo a conexão com a academia e o mercado. 

“É uma satisfação para o PTI estabelecer parceria no NAPI de aeronaves de pequeno porte, pois vem ao encontro da missão da instituição, que é de gerir um ecossistema de inovação e, a partir daí, desenvolver ciência, tecnologia e negócio”, disse Eduardo Castanheira Garrido Alves, o diretor superintendente do Parque Tecnológico Itaipu

LANÇAMENTO – O evento de lançamento também contou com a participação dos reitores da Unioeste, Alexandre Webber, e da Unila, Gleisson Pereira de Brito, além das pró-reitoras de Cultura e Extensão e Pesquisa e Pós-graduação das instituições e, ainda, do diretor de Inovação e Negócios da PTI, Rodrigo Régis de Almeida Galvão, e professores da área das engenharias. 

A Fundação Araucária fomenta o interesse recíproco em estabelecer e desenvolver relações de cooperação institucional, atuando para consolidar as metas e objetivos do Paraná Inovador.

“O Governo do Estado trabalha com a articulação dos ativos tecnológicos, em apoio ao desenvolvimento de uma cadeia produtiva extremamente importante para o avanço desta área dentro do Paraná”, afirmou Aldo Bona, o superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

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