

O vereador Marcos Roberto de Oliveira (DEM), o Tetinha como é mais conhecido, é um dos nomes mais cotados à sucessão de José Salim Haggi Neto (PMDB), atual prefeito de Cambará.
Vereador de quatro mandatos, o político se destaca em sua atuação parlamentar, goza de grande prestígio junto às maiores autoridades do Estado, tem uma longa lista de contatos, especialmente na área médica, que o possibilita resolver problemas, quando o é solicitado pela população mais carente.
Sua simplicidade é seu principal cartão de visitas. Vereador mais votado da última eleição, Marcos Roberto passou a ser nome certo para disputar a cadeira majoritária no pleito deste ano.
Com isto, vieram os problemas. Seu nome vem sendo sistematicamente alvo de todo tipo de acusação. Não lhe é poupado nada. A mais recente, e publicada pelo Circulandoaqui, com base na informação de Wellington Mello, que edita um jornal na cidade, dava conta de que os vereadores de Cambará teriam que decidir sobre a abertura ou não de uma Comissão Processante contra o edil. Fato que não procedeu devido a precariedade da denúncia.
Numa manobra estranha por parte de Mello, tendo em vista que não mais que há um mês e meio, ele mesmo já havia ingressado no Parlamento, um pedido de abertura de uma CP contra Tetinha, com base na mesma argumentação.
Mello esteve na redação do Circulandoaqui e apresentou os documentos que em tese, poderiam comprometer Marcos Roberto.
O que Wellington deveria se atentar antes de entrar com a denúncia na Câmara e não o fez, foi checar a documentação, saber se o que esta alegando vem de encontro com as regras naturais da democracia. Afinal, nada vale mais que a honestidade, a transparência, especialmente quando se trata de uma investigação séria.
Mello distribuiu panfletos pela cidade convocando, mais uma vez, a população a se fazer presente na sessão ordinária da Câmara de hoje, numa clara tentativa de mobilizar a opinião pública contra um fato que já havia sido esclarecido.
João Antonio Tinelli, presidente do Parlamento local, ao checar a documentação, recomendou a assessoria jurídica da casa que se avaliasse os fundamentos da denúncia. Por telefone, Tinelli disse que estava em viagem na sexta-feira, 25, dia em que Wellington entrou com o pedido de abertura de uma CP e que só pôde avaliar o caso na manhã desta segunda-feira, 28.
Com base nas documentações apresentadas, foi apurado que havia dupla interpretação na denúncia, tendo em vista que Tetinha já havia sido alvo das mesmas.
Professor Tinelli disse ao Circulandoaqui, que Mello ao tomar conhecimento dos fatos, retirou a acusação, mas o estrago já havia sido feito. Perguntado se este fato não caracteriza perseguição política, Tinelli amenizou. “Não sou a pessoa mais indicada para lhe responder isto, o certo é que todo cidadão precisa saber que ele pode fazer suas denúncias, mas que para tal, ele precisa estar fundametado nas regras da lei” comentou.
Wellington esteve na tarde desta segunda-feira, 28, e alegou que houve um erro de ortografia na petição e que, por esta razão, retirou a denúncia, afirmando que faria o possível para que o assunto entre em pauta na próxima semana.
Marcos Roberto de Oliveira, por sua vez, informou que não há nada que comprometa sua idoneidade.
O vereador não quis comentar o caso, disse que há uma lei vigente e ela é válida para todos. Ante de partir, ele disse num tom de preocupação, “Eu encaro isso numa boa, sou homem e sei me defender, só lamento que meus filhos não tenham a mesma estrutura, isto sim, me preocupa” disse.
O certo é que, todo cidadão cambaraense deve ficar atento quanto ao andamento da nossa comunidade. Fiscalizar os gastos públicos, participar dos investimentos e, sobretudo, no comportamento de cada cidadão, afinal, vivemos em comunidade e partilhamos do mesmo sentimento: ver prosperar este pedaço de chão.
O prefeito Neto, sempre ressalta em seus discursos que, cada cambaraense deva se sentir um pouco prefeito, um pouco prefeita, então porque não acrescentar seja também um pouco vereador ou vereadora e façam suas partes. No entanto, é bom deixar claro, que antes de tudo, deva haver honestidade no fiscalizar.