

Cambará
C.Roberto Francisquini
Um gambá foi resgatado pela equipe da Defesa Civil de Cambará, na manhã desta quinta-feira (04), de uma árvore localizada na Rua Antônio Michelato, próxima à Igreja Matriz.
Acionados, os Bombeiros Comunitários, Crislene Donato e Misael Bertoloto, fizeram o procedimento de resgate e devolução do animal ao seu habitat natural, de acordo com as normas exigidas pelos órgãos de proteção aos animais.
Os Bombeiros Comunitários, Crislene e Misael, informaram, ao Circulandoaqui, que o número de atendimento e resgates a animais de pequeno porte tem aumentado nos últimos meses.
O desmatamento e as queimadas são alguns dos principais fatores para a migração destes animais para centros urbanos.
A ação dos bombeiros chamou atenção de populares.
| Bombeiros Comunitários, Crislene Donato e Misael Bertoloto, fizeram o procedimento de resgate e devolução do animal ao seu habitat natural |
Conheça mais sobre o gambá

O gambá é um animal da família do Didelphidae, vive na natureza e é facilmente encontrado nas florestas desde a região Sul dos Estados Unidos até os confins da América do Sul.
Os gambás não vivem em grupos, mas, na época da reprodução, eles formam casais e constroem ninhos com folhas e galhos secos em buracos de árvores.
São animais com quarenta a cinquenta centímetros de comprimento, sem contar a cauda, que chega a medir quarenta centímetros. Tem um corpo parecido com o rato.
Seus hábitos são noturnos. Por isso, quando começa escurecer, o gambá sai do seu abrigo para caçar e coletar alimentos. Sendo um animal omnívoro, se alimenta praticamente de tudo.
Embora possuam uma grande diversidade de presas, os gambás são animais de movimentos lentos e de pouca agilidade, exceto para trepar em árvores, utilizando sua cauda.
Os gambás produzem um líquido fétido através das glândulas axilares. Esse líquido é utilizado pelo animal como defesa. Na fase do cio, a fêmea costuma exalar este odor para atrair os machos. Outra estratégia para escapar dos perigos é o comportamento de fingir-se de morto até que o atacante desista. Alguns gambás são imunes ao veneno de serpentes, incluindo as jararacas, cascavéis e corais, podendo atacá-las pela cabeça e ingeri-las por esta. Segundo um estudo científico, a dose letal em um experimento com gambás foi de 660 miligramas de veneno, o que corresponde a uma dose 4.000 vezes superior à suportada por bovinos de quatrocentos quilos.
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