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| Marcos Kitano Matsunaga atuou em Cambará na segunda metade da década de 90 |
O empresário Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, diretor executivo da Yoki, uma das principais empresas do ramo de alimentos do País, teve a morte confirmada ontem. Ele foi esquartejado e os pedaços do corpo foram espalhados, ao longo de dias, por áreas da região de Cotia, na Grande São Paulo. O empresário estava desaparecido desde o dia 20.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Ontem, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão no apartamento do empresário, na Lapa, zona oeste da capital e fizeram testes com luminol – produto que identifica manchas de sangue invisíveis a olho nu. O resultado do teste não foi informado.
Matsunaga é neto do fundador da Yoki, Yoshizo Kitano. A empresa esteve envolvida em um conturbado processo de venda que terminou com sua aquisição, por R$ 1,95 bilhão, pelo grupo americano General Mills, um dos maiores conglomerados de produtos de gêneros alimentícios do mundo, em um negócio concluído na semana passada. A compra foi concluída enquanto o diretor executivo estava desaparecido.
Segundo o advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da seção paulistana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Matsunaga foi visto pela última vez após sair, a pé, do apartamento onde morava com a mulher e uma filha. Ao perceber o desaparecimento, os parentes registraram queixa.
Em nenhum momento, apesar da desconfiança de que se tratava de um sequestro, foi pedido resgate. O advogado da família não confirmou a informação de um site ligado a policiais civis de que Matsunaga andava com seguranças particulares – PMs de folga – e que eles estariam sendo investigados.
O diretor do DHPP, Jorge Carlos Carrasco, afirmou que todas as hipóteses são investigadas. “Nada está sendo descartado.” A reportagem apurou que a polícia já identificou um suspeito e que essa pessoa não é policial. Seria alguém com acesso livre à casa do empresário. Esse foi o motivo que levou a polícia a pedir ontem, à Justiça, o mandado de busca e apreensão para o apartamento.
A polícia sabe que a vítima foi vista pela última vez com vida no edifício em que morava. E que partes do corpo foram congeladas antes de o assassino se desfazer delas, paulatinamente.
“Encontraram a mão e o braço, depois pernas e, por último, tronco e cabeça”, disse D’Urso. O encontro das partes ocorreu durante dias, ainda segundo D’Urso. Elas estavam em sacos plásticos.
O advogado diz também que os dois casos – o desaparecimento e o encontro de restos mortais – eram investigados por delegacias diferentes.
Segundo D’Urso, quando a cabeça foi achada, ontem, e a polícia percebeu que a vítima era oriental, a investigação foi centralizada no DHPP. Testes feitos pelo Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram a identidade da vítima.
Esposa é presa como suspeita do crime
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, informou na noite desta segunda-feira (4) que a polícia pediu a prisão temporária por cinco dias da mulher do executivo Marcos Kitano Matsunaga, de 42 anos, diretor executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país, cujas partes do corpo foram encontrados em região de mata de cidades da Grande São Paulo no último dia 27. A Justiça acolheu o pedido.
De acordo com o delegado, a família do executivo havia, inicialmente, registrado um boletim de ocorrência por desaparecimento no DHPP. O empresário foi considerado desaparecido no dia 20 de maio. Depois de as partes do corpo da vítima terem sido encontradas, a família fez o reconhecimento e o inquérito passou a ser de homicídio, segundo Carrasco.
Segundo o delegado, ainda não é possível apontar quem são os executores do crime. Ao ser questionado sobre a possibilidade de envolvimento de policiais militares, ele negou, a princípio. “Nem sei se ele tinha segurança e não sei se estes seguranças dele eram policiais militares. O que posso dizer é que estamos investigando todas as possibilidades. Uma delas é a de crime passional", afirmou.
Ele não quis adiantar qual o suposto envolvimento da mulher do executivo no crime. "Por enquanto, está sendo investigado", disse. Além de anunciar que a Justiça havia decretado a prisão temporária da mulher do empresário, Carrasco confirmou também que investigadores do DHPP fizeram uma diligência na casa do executivo na noite desta segunda-feira (4), em busca de indícios sobre a autoria e a motivação do crime. Os policiais têm imagens de câmeras de segurança que mostram o executivo entrando em um prédio na capital paulista, mas não registram o momento da saída - não foi divulgado qual é esse edifício para não atrapalhar as investigações. A polícia já confirmou que o corpo ficou armazenado em um refrigerador antes de ter as partes espalhadas na mata.
Mais detalhes a qualquer momento.