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Pedágios nas rodovias do PR não vão baixar, dizem concessionárias

Associação que representa as empresas concedeu entrevista nesta terça. Elas dizem que contratos devem ser revisados para haver queda nas tarifas.

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14/08/2013 às 10h07
Pedágios nas rodovias do PR não vão baixar, dizem concessionárias

Do G1 PR, com informações da RPC TV


 

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) concedeu uma entrevista coletiva, nesta terça-feira (13) para se pronunciar a respeito das investigações da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as tarifas de pedágio no estado. De acordo com o diretor da entidade, João Chiminazzo Neto, o valor cobrado dos motoristas nas estradas não vai baixar. O governo do estado não quis se manifestar a respeito das declarações.

A ABCR representa os interesses das concessionárias e fala em nome das empresas. O motivo principal motivo apontado pela entidade seria o prejuízo causado às empresas durante o governo de Roberto Requião, que administrou o governo entre os anos de 2002 e 2010.

No encontro com os jornalistas, Neto apresentou um resumo dos investimentos feitos pelas concessionárias e lembrou que as empresas já duplicaram 202 quilômetros de estadas no Paraná, desde 1998, ano em que começaram as concessões.

Segundo o presidente, até 2021, ano em que se encerram os contratos, as empresas deverão duplicar mais 670 quilômetros de estradas no estado. Apesar das obras, não será possível cumprir a duplicação total do anel de integração.

Para reduzir as tarifas, o presidente da entidade sugere apenas duas alternativas com os contratos. “Ou prorrogado ou reequilibrado. Porque, de repente, o governo pode chegar e dizer que tal e tal obra não é mais necessária. Se você tira a responsabilidade da concessionária, automaticamente, você vai atingir a tarifa”, argumenta.

Andamento da CPI
Na Alep, a CPI do Pedágio teve mais uma audiência nesta terça-feira. O encontro dos parlamentares discutiu, entre outras coisas, um convite ao procurador Osvaldo Sowek Júnior, do Ministério Público Federal, para que ele aponte quais ações o órgão tem feito em relação às empresas de pedágio.

Os deputados decidiram ainda adiar a apreciação da convocação do ex-governador Jaime Lerner e as quebras de sigilo bancário e fiscal das empresas de pedágio. Os membros da comissão avaliaram que ainda não é o momento ideal para tais solicitações.

 

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