
“O LVMH é como uma mini Alemanha”, gaba-se um informante. O grupo construiu uma reputação de técnica artesanal e qualidade pela qual as pessoas estão dispostas a pagar um preço mais alto de bom grado. O LVMH dedica-se com energia a encontrar oportunidades estrangeiras. Após anos de marketing pesado, o grupo convenceu as novas classes médias asiáticas que os seus produtos lhes conferem um ar de sofisticação europeia. As vendas na Ásia foram responsáveis por 27% do total em 2011, um aumento em relação aos 17% de 2001. No Japão, que costumava abocanhar 15% das vendas do grupo há uma década, impressionantes 85% das mulheres hoje em dia possuem um produto Louis Vuitton. É necessário um raro talento para estar em todos lugares, mas mesmo assim reter um ar de exclusividade.
O LVMH é composto de muitas empresas familiares. A diferença é que todas as que compõem o LVMH foram engolidas por um conglomerado faminto. Algumas não fizeram objeções. No ano passado, o grupo comprou a Bulgari, uma joalheria italiana, por US$ 5,34 bilhões. Outras presas tentam escapar com mais afinco. O clã Hermès está estarrecido com a perseguição que Arnault está efetuando em relação a sua empresa de bolsas e echarpes chiques. O chefe da LVMH silenciosamente acumulou ações da Hermès. A família Hermès não se deu conta até 2010, quando ele revelou que o LVMH havia comprado 17% da empresa.
O LVMH comprará quaisquer ações da Hermès que entrem em seu alcance. A defesa da família parece robusta, mas Arnault não desistirá facilmente. Hermès é uma grande marca, e sem dúvida Arnault acha que pode multiplicar o seu tamanho.
Arnault está com 63 anos. Dois de seus cinco filhos já trabalham no grupo. Sua filha Delphine está ajudando a tocar a Christian
Dior; seu filho Antoine se responsabiliza pela Berluti, uma sapataria italiana. Um deles pode um dia acabar liderando o grupo, mas vai ser difícil ficar à altura de seu pai.
Louis Vuitton faz baú para proteger taça da Copa do Mundo
É num baú Louis Vuitton que o troféu da Copa do Mundo fará sua viagem até a África do Sul, onde a competição começa no dia 11 de junho. Desenvolvida sob encomenda, a peça foi apresentada nesta terça (1). "Esse é o nosso bem mais precioso. É o troféu mais cobiçado - e não apenas do mundo do futebol. Ele consegue unir torcedores de todo o mundo em uma saudável competição pelo prêmio final", disse Joseph Baltter, presidente da Fifa.
A modelo Naomi Campbell esteve presente no evento de apresentação e, com luvas protetoras, levou a taça até o baú. Veja na galeria abaixo mais detalhes da confecção da peça. 