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| Ex-prefeito José Salim Haggi Neto, ex-vice-prefeito Claudio Frascatti durante entrevista na redação do Circulandoaqui |
Cambará
C.Roberto Francisquini
O ex-prefeito de Cambará José Salim Haggi Neto esteve na redação do Circulandoaqui, na tarde desta terça-feira, (16), acompanhado de Cláudio Frascatti, seu vice por dois mandatos, para explicar as razões da paralisação das obras da Escola Municipal Ignes Panichi Hamzé. Haggi Neto reafirmou que as obras foram paralisadas por conta do não interesse da empresa em continuar com o empreendimento e, informou que não há irregularidades no contrato e que nem deixou de fazer os repasses acordados.
O ex-prefeito explicou que os recursos para construção da escola foram consignados junto ao SEDU – Secretaria de Desenvolvimento Urbano, através do Programa Paraná Cidade em que o Estado repassaria a fundo perdido, 70% do valor total da obra, ficando o município com a contrapartida dos outros 30%.
De acordo com Haggi Neto, os repasses vinham sendo efetuados na medida em que rezava o contrato e que só deixaram de ser efetuados, por conta da moratória baixada pelo atual Governo do Estado.
“Foram três meses que não tínhamos como fazer o repasse por conta do governo não ter liberado os recursos, tendo em vista que a verba estava vinculada às contas do Estado. Assim que acabou a moratória, voltamos a negociar, só que a esta altura a empresa não tinha mais interesse em continuar com a obra” contou o ex-mandatário.
| “Foi feito um acordo bilateral; Estado, Empresa e Município, onde ficou firmado o fim do compromisso de forma amigável” José Salim Haggi Neto |
Neto alega que o fim do contrato aconteceu de maneira consensual.
“Foi feito um acordo bilateral, Estado, Empresa e Município onde ficou firmado o fim do compromisso, num acordo amigável” contou. “A prefeitura não deve um centavo” acrescentou.
José Neto afirmou ainda que todas as informações sobre esta questão foram repassadas para a equipe de transição do atual governo municipal.
“Entregamos toda a documentação para a equipe de transição, que estava ciente do assunto, não só desta obra, como também da Super-creche que destinada ao conjunto Ignes, bem como o andamento das obras do aterro sanitário” contou. “Agora a partir do dia 2 de janeiro de 2013, já é outra história” explicou.
O ex-prefeito diz ter consultado o SEDU - Secretaria de Desenvolvimento Urbano para checar em que pé está o processo de retomada da obra. “Fui informado de que já deram entrada ao processo de reprogramação e o projeto já está em fase para ser licitado” antecipou.
“O mais importante disto tudo é que o recurso está garantido, é só passar estas barreiras burocráticas que a obra será retomada” disse o ex-prefeito.
Num tom apaziguador, o ex-prefeito afirmou ainda, que a situação é avessa a seus princípios e que tanto o Município, quanto a empresa responsável e o Estado, não queriam que isto acontecesse.
Questionado se sabia que as crianças estavam sendo atendidas no antigo posto de saúde do bairro, o ex-prefeito foi categórico. “Sabia. Foi até uma solicitação minha na época junto a Secretária Municipal de Educação para poder acomodar aquelas crianças até o prazo estimado de conclusão da obra, que pelo planejamento, não passaria de um ano, mas ninguém imaginava que a burocracia barraria nossas intenções” finalizou.
Entenda o Caso:
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| Em Cambará, crianças assistem aulas em posto de saúde
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