

Cambará
C.Roberto Francisquini
Rodrigo Costa, o Pica-pau como é mais conhecido, esteve na redação do Circulandoaqui na manhã desta terça-feira, (15), para dar sua versão no caso em que é acusado de ser receptador de um notebook furtado de uma escola municipal em Cambará.
A cidade viveu onda de ataques a creches e instituições de ensino municipal na semana passada e provocou uma caçada aos marginais. O prefeito chegou a oferecer uma recompensa no valor de R$ 1.000,00 a quem dessem informações que levassem aos autores dos arrombamentos.
Na manhã desta segunda-feira (14), Pica-pau foi preso acusado de comprar um notebook de Bruno Matavelli, conhecido na cidade e no meio policial.
Liberado após pagar fiança Rodrigo Costa nega ser receptador e diz que foi coagido por Bruno a ficar com o aparelho.
Pica-pau contou que o caso aconteceu na noite de quinta-feira (10), próximo ao bairro Gonzaga. Disse que Bruno estava alterado e ofereceu o computador portátil por R$ 70,00, diante da negativa de Pica-pau, o miliante baixou o preço para R$ 50,00, porém Pica-pau disse que não tinha o dinheiro e que só estava com R$10,00. Rodrigo informou que neste momento, Bruno pegou o dinheiro e entregou-lhe o notebook.
Rodrigo disse conhecer o indivíduo só de vista e sabia de sua fama de usuário de drogas e informou que desconfiava que o produto pudesse ser de origem de furto, e na hora, pensou que poderia encontrar o verdadeiro dono e devolvê-lo.
“Só tomei conhecimento da gravidade do caso quando procurei na internet informações a respeito de casos semelhantes e aí minha vida virou um inferno” contou. “Não dormi direito desde sábado” acrescentou.
Pica-pau disse que procurou por um advogado no domingo para falar a respeito e disse que fora orientado pelo profissional do Direito que entregasse o aparelho na delegacia.
“Não deu tempo. Fui ao escritório do advogado e ele me pediu para retornar meia hora depois, porém a Guarda Municipal me abordou e me levou até sua sede e começou a me interrogar. Eu disse que só falaria na presença do meu advogado” explicou.
Rodrigo não nega que sua atitude fora errada, porém afirmou que não houve má fé.
Ele, até o momento, não tinha passagens pela polícia.
“Sinto pelas pessoas que me conhecem, que sabem quem sou e que infelizmente acabei por decepcioná-las por conta deste embaraço” concluiu.
O caso está sendo investigado pela polícia e Pica-pau responderá por seus atos em liberdade.
Entenda o Caso
A guarda municipal efetuou, na manhã desta segunda-feira, (14) a detenção de duas pessoas acusadas de receptar um aparelho notebook da marca Acer, furtado na escola municipal Maria Alice Bitencourt Augusto Forti, antiga Aplicação.
Tudo aconteceu através de uma denúncia anônima feita à Guarda Municipal,e como os GMs André, Gilberto e Filho foram averiguar, chegaram à pessoa de Bruno Matavelli, que estaria comercializando um notebook marca Acer de cor preta no bairro do Gonzaga, tendo sido o mesmo localizado em sua residência.
Bruno teria dito aos Gms, que havia vendido o aparelho a Rodrigo da Costa apelidado por Pica pau.
Com base nas informações, os oficiais da Guarda imediatamente saíram à procura de pica pau, e o encontraram próximo ao terminal rodoviário. Ao ser indagado da situação pelo GM André, Pica Pau negou o fato de que havia comprado o notebook por 50 reais, conforme Bruno havia informado a Guarda. Foi dada voz de apreensão a Rodrigo Costa e encaminhado à Delegacia de Policia Civil, onde, ao chegar à mesma, teria acabado por confessar o delito.
Bruno ficou detido na delegacia de Polícia para averiguações visto que o mesmo foi intermediário da negociação.
Rodrigo – Pica-pau nega participação nos crimes da semana passada. De acordo com o Escrivão Djalma Feitosa, Rodrigo teria dito que apenas quis ajudar o menino. O juiz arbitrou uma fiança no valor de 4 salários mínimos ou seja, R$ 2.712,00 como fiança para que Pica-pau seja liberado para responder ao crime em liberdade.
O investigador da Policia Civil Fernando Brasilencio de Marins foi, de acordo com os oficiais da guarda, de suma importância para realização desta operação.
A GM continua empenhada em colocar um fim à onda de furtos nas escolas Municipais, e pede a colaboração da população com as denúncias, que são de suma importância para colocar meliantes atrás das grades.
A onda de crimes repercutiu em todo o estado do Paraná e o prefeito João Mattar chegou a oferecer R$1.000,00 em recompensa para quem identificar os marginais que estão aterrorizando a cidade.
Com notícia da apreensão dos receptadores reacendeu nas diretoras das escolas a esperança de reaver seus equipamentos que contêm todas as informações de suas instituições.
Este notebook já foi devolvido aos diretores da escola Maria Alice B. Fortis.
Djalma Feitosa disse ao Circulandoaqui que a polícia continua investigando o caso, mas preferiu não dar detalhes para não atrapalhar o andamento do inquérito.
“Receptação é crime, denuncie” finalizou o Escrivão.