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Com 7% da área plantada, Paraná ficou com 22% do crédito para canaviais

BNDES liberou R$ 655 milhões no estado. Com usinas de etanol endividadas e cautelosas, maior parte do dinheiro foi para grupo com foco no açúcar

Por:
16/11/2013 às 10h52
Com 7% da área plantada, Paraná ficou com 22% do crédito para canaviais

Curitiba

Fernando Jasper


 

BNDES liberou R$ 655 milhões no estado


Dono de 7% da área de cana-de-açúcar do país, o Paraná ficou com 22% de todo o crédito para a renovação de canaviais aprovado desde 2012 pelo BNDES. Usinas do estado receberam ou estão prestes a receber R$ 655 milhões do total de R$ 3 bilhões liberados no país pela linha Prorenova, que financia a substituição de lavouras envelhecidas e o plantio de novos canaviais.

 

Os empréstimos não são vinculados à produção de um ou outro derivado, mas o principal objetivo do governo com o programa, lançado em janeiro de 2012, é estimular o etanol. Nos últimos anos ela foi prejudicada pela crise internacional e pelo subsídio do próprio governo à gasolina, que corroeu a competitividade do combustível de cana.

 

Mas, como as usinas que têm foco no etanol ainda estão um tanto endividadas e cautelosas, quem mais contratou empréstimos no Paraná foi uma empresa que destina 80% da cana à produção de açúcar. Com 300 mil hectares nas regiões Norte e Noroeste, o equivalente a 44% da área de cana do estado, a Usina Santa Terezinha contratou R$ 479 milhões no Prorenova – recebeu R$ 226 milhões no ano passado e espera para este mês os R$ 253 milhões referentes a 2013.

 

Os recursos estão sendo aplicados no plantio de 20 mil hectares em novas áreas e na reforma de 108 mil hectares de canaviais antigos. “O Prorenova terminaria em 2012, mas foi prorrogado para 2013. Esperamos que ele seja mantido nos próximos anos. É um recurso muito importante para o setor”, diz Paulo Meneguetti, diretor financeiro da Santa Terezinha.

 

Os outros R$ 179 milhões destinados ao Paraná desde 2012 foram contratados por apenas seis empresas, de um total de quase 30 em todo o estado – sinal de que parte do setor ainda evita novas dívidas. “O ápice da crise foi em 2009 e a renovação é fundamental, mas a situação continua bastante apertada, ainda mais com esse problema de competitividade em relação à gasolina”, explica Adriano Silva Dias, superintendente da Alcopar, associação que representa o setor.


 


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