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Universidades estaduais do Paraná lançam campanha que reforça luta contra o racismo

Foi lançada campanha com ações como seminários, webinários, oficinas, rodas de conversa, produção de material audiovisual e microvídeos. Iniciativa...

10/09/2021 10h45
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Secom Paraná
© Geraldo Bubniak/AEN
© Geraldo Bubniak/AEN

As universidades estaduais do Paraná reforçam o posicionamento contra o racismo. Nesta quinta-feira (09), em evento online, a UEL (Londrina), UEM (Maringá), Uenp (Norte do Paraná), Unioeste (Oeste do Paraná), UEPG (Ponta Grossa), Unespar (Estadual do Paraná) e Unicentro (Centro-Oeste) lançaram a campanha “Universidades Estaduais do Paraná na luta contra o racismo”, em parceria da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A iniciativa integra a 2ª Campanha de Erradicação do Racismo na Educação Superior na América Latina e segue com ações até o mês de novembro.

O projeto foi construído de forma coletiva pelas instituições estaduais. O grupo elencou atividades que serão realizadas, como seminários sobre ações afirmativas; webinários sobre história e resistência da população negra e indígena no Paraná; oficinas, rodas de conversa com professores, estudantes negros cotistas, quilombolas e indígenas; produção de material audiovisual e microvídeos. 

“É papel fundamental das nossas instituições de ensino superior debater temas importantes para a sociedade”, disse a coordenadora de Ensino Superior da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Gisele Onuki. “Temos certeza que essa série de ações programadas para os próximos meses trará uma importante reflexão a respeito de políticas de ensino inclusivas, visando diminuir as desigualdades”, afirmou.

Cada instituição produzirá dois vídeos sobre as ações que desenvolve, um sobre políticas de ação afirmativa e outro sobre as iniciativas de combate ao racismo. Com duração de até 3 minutos cada um, serão disponibilizados numa página das redes sociais, com os links das universidades participantes.

Na abertura do evento, o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto, destacou a iniciativa conjunta. “Erradicar o racismo no ensino superior tem um simbolismo muito grande, pois estamos formando novas gerações com uma compreensão dessa diversidade. Precisamos manter nossas universidades inclusivas e mais plurais”, enfatizou.

“As atividades têm o objetivo de promover reflexão em torno das situações de racismo e preconceito que são materializadas no contexto do ensino superior na América Latina. E também pensar em estratégias concretas para o enfrentamento dessas manifestações”, explica a pró-reitora de Assuntos Estudantis da UEPG, Ione Jovino.

Para a diretora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade Estadual de Londrina, Maria Nilza da Silva, são muitas ações que serão desenvolvidas pelo projeto, o que cria uma grande dinâmica interinstitucional. Além disso, ao final das ações, no fim do ano, deve haver uma apresentação geral sobre os resultados alcançados." A participação ativa de estudantes de graduação e pós-graduação fortalece ainda mais as ações", destaca.

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