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Declarações de Vice-prefeito de Cambará causam rebuliço na cidade

Luís Dias protestou contra a saída de João Lucas da chefia da Saúde municipal e provocou desconforto na classe política dominante

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
21/12/2013 às 15h24 Atualizada em 21/12/2013 às 17h06
Declarações de Vice-prefeito de Cambará causam rebuliço na cidade

 

 

 

Cambará

C.Roberto Francisquini


 

 

O ex-secretário municipal de Saúde de Cambará, João Lucas Thabet Venturini, foi ovacionado, ontem, pelos ouvintes do programa de rádio ancorado pelo colega Alex Mattos, levado ao ar pela 104,9FM de Cambará, que lamentavam a notícia de seu desligamento da função que exerceu por quase um ano na cidade. João Lucas foi aclamado quase como um “deus” pelos apresentadores do programa, Alex e o vereador Walcir Joaquim (PSDB) que dividem as funções de apresentar o programa intitulado jornalístico na grade da emissora.

 

A despedida de João Lucas contou com a participação especial do vice-prefeito, Luís Dias, (PSDB) que fez questão de abrir espaço em sua sempre apertada agenda de compromissos para saudar o ex-secretário e enaltecer seus feitos nestes quase doze meses à frente da Saúde cambaraense.

O tom de despedida tocou o coração dos ouvintes que suplicaram, sem sucesso, via ondas do rádio, para que o vice-prefeito intercedesse e não deixasse o secretário partir.  Luis Dias, o homem forte do governo do Estado no Norte Pioneiro, mostrou-se desarmado ante a decisão de manter o homem da Saúde no cargo, para condescender com os ouvintes que protestavam contra a decisão de sua saída da função.

No programa de ontem (20), o que se ouvia falar era da indignação da saída de João Lucas, que havia dito ao Circulandoaqui, horas antes de ir para o ar, que ele mesmo decidira desligar-se das funções por perceber que havia uma manobra política que pediria sua cabeça.

Porquê?

Nunca ouvi falar de algum treinador, por mais despreparado que seja, que tirasse de campo um craque de seu time, aos dez minutos do primeiro tempo de uma partida decisiva. Alguma coisa precisa ser esclarecida nesta história.

A batata quente, agora, está nas mãos do João, não o Lucas, mas o Mattar. E, agora, “João?”....Os eleitores merecem explicações, pois foi dito em campanha que a administração postulante na época – a sua – se evidenciaria pela lisura  e transparência que negava à administração anterior  que vinha sendo apregoada, para quem quisesse ouvir, como hermética e favorecedora de grupelhos políticos...

A propósito, a postura do Vice-prefeito que disse, alto e bom tom, que só trabalhou 45 dias nesta gestão, foi uma de suas contradições durante o programa. Contradição, sim, caro leitor. Pois, ele, mesmo, afirmara durante a campanha eleitoral e também em seu discurso de posse, que estaria junto de João Mattar até o último dia de seu governo, ajudando a mudar a história do município cambaraense. O seu discurso durante a campanha convenceu mais de 72% dos eleitores de Cambará que acreditaram na promessa de união para bem de todos. No programa de rádio desta sexta-feira(20), simplesmente lavou as mãos e disse que não podia fazer nada. Pois, segundo suas próprias palavras, uma aldeia não pode ter dois caciques. Não foi isso o que foi apregoado na campanha vitoriosa...

Não se pode negar que muita coisa avançou na Secretaria de Saúde este ano, porém, não se deve esquecer que as melhorias só foram maiores se comparadas com a gestão anterior, como fizeram sentir, por diversas vezes, os participantes da programação de ontem, porém, ainda estão muito longe do que se prometeu na campanha política que levou ao poder local a coligação vitoriosa que parece estar a desfazer-se... para decepção dos eleitores.

 

O conflito de “egos” mal resolvidos não interessa à cidade, pois, temos de alavancar o progresso que estava estagnado por força de administrações continuadas, como se apregoou em campanha

O Circulandoaqui publicou e sustenta que a saída de João Lucas, da forma como se concretizou, e que fora nomeado por indicação do vice-Prefeito, Luís Dias, pode deflagrar uma guerra entre os grupos do prefeito e do vice.

As declarações de Luis Dias desta sexta-feira (20) transmitido, ao vivo, via rádio, é uma amostra disto.

 

Diga-se de passagem, que o conflito de “egos” mal resolvidos não interessa à cidade, pois, temos de alavancar o progresso que estava estagnado por força de administrações continuadas, como se apregoou em campanha.

Não vamos deitar tudo a perder por conta de conflitos internos que só estragam o futuro que se deseja e que parece estar no bom caminho...

 

É bom que se diga que picuinhas políticas não interessam a ninguém, pois, a expectativa dos 72,73% dos eleitores que acreditaram (e ainda acreditam) nesta dupla é que ambos, prefeito e vice, permaneçam juntos, discutindo os problemas da cidade e tentando encontrar uma solução para resolvê-los.

O vice, parece não entender, ou não querer crer nestas coisas. Lamentável.

 

Neste Natal, o Panetone político está com um sabor meio amargo...

 

 

 

 

 

 

 

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