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Claudinei Angelin faz projeções animadoras para 2014

Na avaliação do Presidente da Cooperativa Sicredi Paranapanema PR/SP, 2013 foi uma ano muito produtivo para a cooperativismo

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
25/12/2013 às 10h46
Claudinei Angelin faz projeções animadoras para 2014

 

 

 

 

 

Cambará

C.Roberto Francisquini


 

Claudinei Angelin, Presidente da Cooperativa Sicredi Paranapanema PR/SP, faz balanço positivo do ano que se encerra e projeta um 2014 muito produtivo para o Brasil.

Nesta entrevista, o Presidente Angelin destaca a atuação da cooperativa nos últimos doze meses. “A Sicredi Paranapanema PR/SP apresenta uma participação de mercado acima da média nacional” comemora. Claudinei fala nesta entrevista das campanhas publicitárias para o fortalecimento da marca Sicredi no mercado e aponta para um futuro muito promissor para o cooperativismo de crédito. “É comprovado que, nos países onde o cooperativismo é mais forte, há mais distribuição de renda, menos pobreza e consequentemente mais crescimento econômico e maior qualidade de vida da população. Até a recuperação do país depois de períodos de crises é mais rápida onde o cooperativismo é mais pujante. Acredito nessa expansão, e estamos trabalhando de forma muito profissional para acelerarmos essa trajetória” enfatiza.

Acompanhe os principais trechos da entrevista.

 

Presidente, que avaliação o senhor faz do ano se se encerra, no que diz respeito ao desempenho da cooperativa Sicredi Paranapanema PR/SP?

A cooperativa tem cumprido seu papel atendendo as necessidades financeiras dos associados e atuando num modelo agregador de renda, além de reter os recursos na região, isso é muito importante para o desenvolvimento local. A presença do Sicredi nos municípios também é fundamental para conter o preço dos serviços financeiros e estimular a concorrência. Todos esses benefícios foram intensificados em 2013, o que nos faz avaliar o ano de forma bastante positiva. A consequência de todo esse trabalho é o crescimento de nossa cooperativa.

 

E que perspectivas o senhor tem para o ano que se aproxima?

Temos ótimas expectativas. Será um ano especial no qual o Brasil ocupará posição de destaque no cenário mundial. A Copa do Mundo atrairá as atenções e movimentará de forma grandiosa todos os ramos de atividades, de forma direta ou indireta. O Sicredi está direcionando grandes esforços e investimentos em prol de seu crescimento, aproveitando este momento aquecido da economia. Além disso torcemos para que tenhamos boas safras e o setor rural também seja bem sucedido em 2014.

 

Na área de atuação da Cooperativa que administra, que avanços o senhor pode destacar?

Temos conquistado um espaço importante no mercado financeiro. O Sistema Sicredi cresce, em média, 25% ao ano, e isso demonstra a força e a credibilidade que temos transmitido à sociedade. Em nossa região não é diferente. Nos últimos 5 anos nossa cooperativa passou de 10 municípios em sua área de ação, para 40. De 10 unidades de atendimento para 23. Em 2009 administrávamos aproximadamente R$ 50 milhões, hoje já passamos de R$ 210 milhões. O início da atuação no estado de São Paulo também merece destaque, pois também é uma região bastante próspera e diversificada. Enfim, permanecemos acreditando no ideal cooperativista, buscando ampliar nossas fronteiras sempre!

 

Barra do Jacaré é um dos municípios que tem se evidenciado, dentro do cooperativismo, com a produção de avicultura de corte. É o modelo a ser seguido, ou existem outros nichos regionais a serem destacados?

O sucesso dos produtores da Barra do Jacaré é fruto do espírito empreendedor e da ousadia de um grupo de pessoas que acreditou num ideal em comum, e isso tem tudo a ver com o cooperativismo. A Sicredi Paranapanema PR/SP possui um papel de agente apoiador, que acompanha e presta uma assessoria financeira aos associados. Realmente esse caso merece uma atenção especial e deve sim servir como exemplo para quem deseja inovar e vencer em seu negócio. Mas não é o único exemplo. O cooperativismo tem mais de 10 ramos, e em todos eles encontramos casos inovadores e de sucesso. O modelo a ser seguido é o cooperativismo.

 

O mercado empresarial tem correspondido com a ideia da cooperativa ser de livre admissão, ou ainda existem barreiras a serem superadas?

Tem correspondido de forma muito positiva. Já temos uma carteira relevante de associados pessoas jurídicas, e, para atendê-los, dispomos de produtos e serviços de qualidade com preços altamente competitivos se comparados com qualquer outra instituição. A barreira a ser superada é a da informação, pois muitas pessoas continuam achando que o Sicredi atende somente pessoas vinculadas ao setor rural, mas a cada ano que passa nosso posicionamento tem se fortalecido através de campanhas publicitárias e da própria atuação local, fazendo com que a sociedade veja o Sicredi como a instituição financeira do empresário, do profissional autônomo, do jovem e também do produtor rural.

 

"É comprovado que, nos países onde o cooperativismo é mais forte, há mais distribuição de renda, menos pobreza e consequentemente mais crescimento econômico e maior qualidade de vida da população..." Claudinei Angelin

Dados apresentados no centro administrativo do Sicredi, em Porto Alegre, apontaram um crescimento importante no cooperativismo de crédito no Brasil, porém os 3% de participação no mercado financeiro parecem ser pequenos. O que o senhor tem a nos dizer a respeito?

Realmente é muito pequeno, ainda. O Brasil possui um grande potencial de crescimento do cooperativismo, não somente no ramo crédito. Mas antes, é preciso que todos percebam sua importância no contexto de distribuição de renda, inclusão financeira e desenvolvimento do país. Quando digo todos incluo governantes e toda a sociedade. É comprovado que, nos países onde o cooperativismo é mais forte, há mais distribuição de renda, menos pobreza e consequentemente mais crescimento econômico e maior qualidade de vida da população. Até a recuperação do país depois de períodos de crises é mais rápida onde o cooperativismo é mais pujante. Acredito nessa expansão, e estamos trabalhando de forma muito profissional para acelerarmos essa trajetória.

 

No que diz respeito à nossa cooperativa, qual foi o nosso crescimento na participação de mercado?

A Sicredi Paranapanema PR/SP apresenta uma participação de mercado acima da média nacional. Em crédito, por exemplo, temos aproximadamente 10% do volume concedido na região. Em depósitos a prazo e à vista nossa fatia é cerca de 12% e em poupança quase 4%.

 

Presidente, o Sicredi e Detran acabam de firmar uma parceria, o que o senhor pode nos dizer a respeito?

O Sicredi busca constantemente ampliar a prestação de serviços para que possa oferecer todas as conveniências e possibilidades aos associados. Os recolhimentos do Detran até então não podia ser feito na rede do Sicredi, isso fazia com que os associados obrigatoriamente fossem até outra instituição efetuar suas quitações. Agora, com essa parceria, nossos cooperados farão as transações “dentro de casa”, através de nossos diversos meios de atendimento, como por exemplo: agentes credenciados, caixas eletrônicos, internet banking e outros.

 

 

E sobre as investidas de marketing do Sicredi para atrair público, como, por exemplo, a conta jovem. Estes projetos refletem na região da nossa cooperativa?

A concepção das campanhas de marketing, na verdade, tem o propósito de levar o Sicredi, enquanto instituição financeira cooperativa e diferenciada, como alternativa econômica a todos os públicos, inclusive os jovens. Consequentemente precisamos nos comunicar de forma adequada com cada um dos diversos segmentos, promovendo a marca e atraindo a atenção, assim permaneceremos fortes no mercado. O jovem precisa de uma instituição que acredite nele, e é isso que estamos transmitindo com essa nova campanha, que está apenas no início. Durante o ano de 2014 teremos sim movimentos de marketing específicos para pessoas entre 18 e 24 anos, também em nossa região.  

 

Claudinei, o sr. Manfred, Presidente da Central Sicredi Paraná, principal nome do sistema no país acaba de assumir o fundo garantidor de créditos lançado pelo Banco Central do Brasil. O que isto representa para a nossa cooperativa?

O fundo garantidor fortalece ainda mais o sistema cooperativo, pois vem se somar aos diversos mecanismos de segurança que as cooperativas já possuem. Essa é mais uma conquista que alcançamos em 2013. Manfred Dasenbrock é o presidente da Central Sicredi PR/SP e também presidente da Sicredi Participações S/A. A presença dele presidindo o FGCoop retrata a credibilidade do Sicredi perante o Banco Central do Brasil.

 

Para Finalizar:

 

Finalizo desejando aos leitores e também a todos os nossos associados e colaboradores um abençoado natal e um ano novo repleto de boas notícias, prosperidade, saúde e disposição para que possamos ir em busca de nossos objetivos! Feliz Natal. Feliz 2014. 

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