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Ministério Público afasta Médico do Hospital Regional por violência obstétrica

O pedido de afastamento foi feito em ação civil pública ajuizada pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa – GEPATRIA

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da assessoria MP-PR
25/02/2022 às 18h12
Ministério Público afasta Médico do Hospital Regional por violência obstétrica
O médico atuava no Hospital Regional do Norte Pioneiro em Santo Antônio da Platina

Em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro do estado, um médico foi afastado de suas funções por decisão judicial liminar a partir de solicitação do Ministério Público do Paraná. O pedido de afastamento foi feito em ação civil pública ajuizada pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Conforme apurado pelo MPPR, o médico – que atendia no Hospital Regional do Norte Pioneiro – teria cometido, ao longo de vários anos, inúmeros casos de violência obstétrica contra dezenas de vítimas. No ano passado, o Gepatria expediu recomendação administrativa orientando para que o profissional de saúde fosse dispensado, por indícios de que teria sido contratado irregularmente (sem possuir especialização exigida para a função). Divulgação de matéria jornalística a respeito suscitou então, em uma rede social, a manifestação de centenas de mulheres que teriam sido vítimas dele.

Procedimentos sem anestesia – A partir disso, o Ministério Público instaurou procedimento investigatório criminal para apurar os possíveis delitos, ouvindo 24 vítimas ou testemunhas dos casos de violência obstétrica cometidos pelo investigado. Os relatos, aponta o MPPR na ação civil pública, assemelham-se ao de um “verdadeiro filme de terror”: foram narradas diversas atitudes indevidas, incluindo casos de violência verbal e física (como amarração das pernas e procedimentos cirúrgicos realizados sem anestesia ou antes que ela fizesse efeito) que causaram abalo psicológico nas parturientes.

Não foi divulgado o nome do médico acusado neste caso.

 

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