

Brasília
Claudivan Santiago
O deputado federal Nelson Padovani (PSC-PR) se reuniu hoje com o diretor de colegiado da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Carlos Fernando do Nascimento, para discutir o projeto de expansão da Ferroeste. Acompanhado do diretor-presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, Padovani argumentou que a ferrovia tem importância estratégica para o estado e para o País, e precisa ser priorizada pelo governo.
O projeto de construção da Ferroeste já está incluído no Programa de Investimentos em Logística (PIL), do Governo Federal, com um investimento previsto de aproximadamente R$ 9 bilhões. O pedido do deputado Padovani é para que a obra seja executada de acordo com seu projeto original, que prevê a ligação entre Maracaju (MS) até o litoral do Paraná. Os trilhos passarão por Dourados e Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, e Cascavel, Guarapuava e Lapa, no Paraná. Até agora foi concluído somente o trecho entre Guarapuava e Cascavel, que totaliza com 249,4 km de extensão.
O diretor da ANTT explicou que em breve será lançada uma Proposta de Manifestação de Interesse para fazer o detalhamento do projeto de engenharia da obra. Após este processo, a PMI será submetida à análise do Tribunal de Contas da União (TCU), e só depois será aberta a licitação. A previsão do órgão é de que o processo licitatório ocorra no último trimestre deste ano, ou no primeiro trimestre de 2015.
Segundo o diretor-presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin, a ferrovia vai fazer com que o custo logístico para o produtor rural seja reduzido, o que fará com que boa parte do rendimento da produção fique no interior, gerando mais renda para a região como um todo. “É muito importante que o deputado Nelson Padovani tome essa iniciativa de fazer com esse projeto seja incluído no primeiro ou no segundo pacote das PMIs. Com isso, o mercado poderá fazer uma análise criteriosa do projeto de engenharia, de forma que essa rodovia saia o mais cedo possível para nós paranaenses”, afirmou.
Padovani, por sua vez, diz que a execução do projeto original da Ferroeste vai beneficiar diretamente não apenas os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, mas todo o Brasil, por se tratar de um importante eixo para o escoamento da produção. “Neste ano, nós paranaenses devemos exportar cerca de 16,4 milhões de toneladas de soja. Isto sem falar de outros produtos da nossa pauta de exportação. As rodovias não suportam mais essa movimentação de cargas. Além de perigoso, o transporte rodoviário é muito caro, e isso acaba impactando toda a cadeia produtiva. Por esta razão, defendo a expansão da Ferroeste”.