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André Vargas pede licença de 60 dias na Câmara

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
07/04/2014 às 22h43 Atualizada em 08/04/2014 às 23h05
André Vargas pede licença de 60 dias na Câmara

Brasília

Agência Câmara


O 1º vice-presidente da Câmara, deputado Andre Vargas (PT-PR), entrou com pedido de licença por 60 dias, sem remuneração, para "tratar de interesses particulares", de 7 de abril a 5 de junho. O cargo de 1º vice-presidente da Câmara ficará vago nesse período e as tarefas do cargo podem ser designadas a qualquer membro da Mesa Diretora. Para compor o quórum da Mesa Diretora, será chamado o primeiro suplente do colegiado, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada na semana passada, informa que Vargas usou um avião contratado pelo empresário Alberto Youssef para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagem de texto no início de janeiro. O parlamentar explicou, por nota, que é amigo de Youssef e negou envolvimento com os negócios do doleiro. No discurso em Plenário no último dia 2, Vargas voltou a negar envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. De acordo com reportagem da revista Veja desta semana, que divulgou mensagens interceptadas pela Polícia Federal em que Vargas teria prometido ajudar Youssef em contratos que o doleiro pretendia fechar com o governo federal na área da Saúde. Youssef está preso desde o dia 17 pela Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em seis estados e no Distrito Federal. Mais de 20 pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 10 bilhões. Um dos presos foi o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. 

 


Nova representação 


Nesta segunda-feira (7), o Psol entrou com uma nova representação, agora trazendo a transcrição das trocas de mensagens entre Vargas e Youssef. O documento foi enviado para análise jurídica. Se for acatado, será enviado ao corregedor da Câmara, que elabora um parecer sobre a possibilidade ou não de investigar o deputado. Se a Mesa Diretora entender que o deputado deve ser processado, o caso vai para análise do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Depois de aberto o processo no Conselho, se for o caso, mesmo que Andre Vargas renuncie ao mandato, o processo terá continuidade.

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