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Secretário da Agricultura apresenta cenário do futuro para jovens agricultores da Expoingá

Estudar, aprender, praticar conhecimento e usar tecnologia para ter um agro cada vez mais produtivo, capaz de fazer mais com menos. A mensagem foi ...

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Secom Paraná
11/05/2022 às 08h46 Atualizada em 11/05/2022 às 10h29
Secretário da Agricultura apresenta cenário do futuro para jovens agricultores da Expoingá
Foto: SEAB

Estudar, aprender, praticar conhecimento e usar tecnologia para ter um agro cada vez mais produtivo, capaz de fazer mais com menos. A mensagem foi transmitida na noite desta terça-feira (10) pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a um grupo de jovens agricultores reunidos na 48ª Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá). O evento foi organizado pelo Sistema Faep/Senar-PR e pelo Sindicato Rural de Maringá.

“Estudem, se aperfeiçoem, compreendam o mundo que está mudando rapidamente para melhor, é um mundo em transformação”, afirmou Ortigara. Ele descreveu as várias etapas pela qual a agricultura passou, do trabalho braçal para a mecanização e, posteriormente, para o domínio da genética e de materiais mais produtivos, que chegaram junto com a fertilização e controle de pragas com moléculas.

Segundo Ortigara, atualmente o setor agro vive quatro movimentos importantes. O primeiro é a nova genética, a genômica, que possibilita adiantar processos que demorariam muito mais tempo para serem levados ao campo. A segunda perna tem a ver com bioinsumos. “Mais fungos, bactérias, insetos encapsulados para combater pragas e doenças, para não ter de descarregar tanta molécula química”, exemplificou.

O terceiro movimento é representado pela nova mecanização, com máquinas autônomas, plataformas autônomas e drones espalhados pelos campos. A quarta engloba os avanços digitais, com o GPS comandando processo, com a Internet das Coisas, algoritmos, robôs nos escritórios e no campo para ajudar a decidir as formas de produção em tempo real. “Tudo isso vai chegar no campo, o que permite que a gente sonhe em ser o grande abastecedor do mundo”, disse o secretário.

Ele reforçou que o agro é o setor que mais apresenta capacidade competitiva para o Brasil no mundo. “O nosso negócio é agro, e para ser agro tem de ser bom”, afirmou aos jovens. “O mundo vai crescer e vai precisar de alimento e de fibras, eles podem sair de qualquer lugar, mas se formos inteligentes vai sair daqui”.

Segundo o secretário, o mais importante para estar presente no mercado é estudar. “Hoje é imperativo conhecer, dominar, ficar atento aos movimentos, pois esse é o mundo das novas gerações”, acrescentou.

Ortigara comentou que o Brasil é um dos cinco maiores países nas quarenta maiores cadeias do agro do mundo. A perspectiva futura é ainda maior. Na última safra, com todas as perdas provocadas pela estiagem, foram colhidos 270 milhões de grãos. De acordo com o secretário, daqui a nove safras serão, no mínimo, 350 a 380 milhões de toneladas. Em proteína animal, o Brasil produziu 27 milhões de toneladas, com expectativa de chegar a 34 ou 35 milhões em nove anos, o que vai demandar muito mais produção de soja e milho para alimentar o sistema.

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