Economia Bolsa de Valores
Especialistas apontam ETFs internacionais como opções atrativas de investimento
Saiba quais fundos de índice estão disponíveis na B3 e os motivos para considerá-los na composição da carteira
01/09/2022 20h05
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Da redação
A primeira orientação dos especialistas ouvidos é a de que não se deve aplicar todo o dinheiro em apenas um tipo de investimento. O ideal é distribuir os recursos entre as rendas fixa e variável.

 

 

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Por Luiz Affonso Mehl

 

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Os fundos de índice (ETFs) são uma alternativa para os brasileiros que querem investir no exterior. Na Bolsa de Valores (B3), há opções indexadas a índices internacionais e que, portanto, não sofrem interferência da economia nacional. De acordo com especialistas do mercado financeiro, esse tipo de fundo pode ser atrativo no momento.  

 

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A lista de ETFs disponíveis na B3 soma 73 opções. Desse total, 20 seguem índices de referência de outros países, sendo que 15 são expostos à economia norte-americana e os demais aos mercados europeu (EURP11), asiático (ASIA11) — com exceção do Japão —, chinês (XINA11), de países emergentes (EMEG11) e global (ACWI11).  

 

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Os ETFs reúnem diferentes ativos em um único fundo, que acompanha um índice de referência. Dessa forma, conseguem promover mais equilíbrio entre ganhos e perdas. Por conta dessa característica, a Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) afirma que se trata de uma opção mais segura para quem deseja começar a investir em renda variável.   

 

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A B3 destaca ainda que os ETFs têm gestão profissional e costumam contar com uma taxa de administração mais barata em comparação com outros tipos de fundo. Além disso, os valores são acessíveis, inclusive para o pequeno investidor.   

 

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Por que um ETF internacional?  

Pesquisa realizada pela Agência TradeMap junto a especialistas do mercado financeiro buscou identificar qual é a melhor composição para a carteira de um investidor com perfil moderado, ou seja, aquele que deseja o equilíbrio entre rentabilidade e segurança.  

 

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A primeira orientação dos especialistas ouvidos é a de que não se deve aplicar todo o dinheiro em apenas um tipo de investimento. O ideal é distribuir os recursos entre as rendas fixa e variável.  

 

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O contexto econômico brasileiro favorece a rentabilidade dos títulos de renda fixa por conta da alta da taxa básica de juros Selic, fixada em 13,75% ao ano. Além disso, por ser um período eleitoral, a indefinição do cenário político causa incertezas sobre a economia. Nesse caso, é aconselhável proteger o patrimônio das oscilações que podem ocorrer no mercado interno.  

 

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Diante desses fatores, os especialistas recomendam uma carteira de investimentos em que 85% dos recursos sejam direcionados para a renda fixa e 15% para a Bolsa de Valores — e esta parcela deve ser dividida entre ativos nacionais e internacionais. Os ETFs são opções que podem atender, sobretudo, os pequenos investidores e os iniciantes.   

Como escolher  

A lista de ETFs está disponível no site da B3, que também disponibiliza detalhes sobre cada produto. Os três fundos internacionais que possuem mais investidores no Brasil são o IVVB11, o SPXI11 e o SPXB11. Todos eles acompanham o índice norte-americano S&P 500.  

 

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O IVB11 é administrado pela BlackRock e reúne um patrimônio de mais de R$ bilhões. A gestão do SPXI11 é feita pelo Itaú Unibanco, enquanto a do SPXB11 é realizada pelo BTG Pactual.  

 

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Para investir em ETFs é necessário ter uma conta em uma plataforma de investimentos, que conta com profissionais da área financeira para dar suporte aos investidores sobre como criar uma carteira.

 

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Ingresso na renda variável

Ao lado dos fundos de investimento imobiliário (FIIs), os ETFs são considerados os produtos financeiros mais seguros negociados na bolsa de valores. Por isso, especialistas os recomendam para quem deseja começar a investir na renda variável.

 

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O investidor iniciante que deseja aumentar o patrimônio se expondo menos aos riscos pode buscar informações sobre os dois tipos de aplicações. 

 

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No caso dos FIIs, as opções com maior número de investidores na B3 são Maxi Renda (MXRF11), CSH Logística (HGLG11) e BTG Pactual (BCFF11).

 

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Os FIIs investem em imóveis prontos (tijolos), títulos do mercado imobiliário (papel) ou em outros fundos imobiliários (fundos de fundos — FoF). Na prática, são uma forma de investir no segmento por um valor mais acessível, por meio da compra de cotas negociadas na B3.