
Curitiba
Da Imprensa
A Justiça Eleitoral divulgou nesta quarta-feira (6) a primeira parcial da prestação de contas dos candidatos que concorrem às eleições de 2014. No Paraná, apenas dois candidatos ao governo do estado, dois oito concorrentes, registraram receitas e despesas até o dia 2 de agosto – prazo final para entrega das declarações. Entre os postulantes ao Senado, três, dos oito canidatos, registraram receitas e despesas.
De acordo com a Justiça Eleitoral, os candidatos que não possuem registro de despesas e receitas no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não declararam nenhuma movimentação financeira na primeira parcial da prestação de contas. A segunda parcial deve ser entregue entre 28 de agosto e 2 de setembro, com previsão de divulgação para o dia 6 de setembro. Após esta etapa, resta apenas a prestação final, que ocorre após as eleições.
Os candidatos ao governo Gleisi Hoffmann (PT) e Requião (PMDB) declararam ter arrecadado, juntos, quase R$ 3 milhões. Até a entrega da declaração, porém, eles haviam gastado apenas cerca de R$ 2 milhões deste total. Já os candidatos ao Senado Álvaro Dias (PSDB), Marcelo Almeida (PMDB), e Ricardo Gomyde (PCdoB) declararam ter arrecadado cerca de R$ 1 milhão, tendo gasto aproximadamente metade destes recursos. Confira os principais doadores e as principais despesas dos candidatos:
Gleisi Hoffmann (PT)
A candidata declarou à Justiça Eleitoral que arrecadou R$ 2.580.500 até a entrega da primeira parcial. Deste montante, R$ 2.565.000 são provenientes de doações de empresas feitas à Direção Nacional do PT, que direcionou os recursos à campanha de Gleisi. As principais doadoras foram a CR Almeida e a Seara, que enviaram R$ 950 mil cada, seguidas da CRBS e da Safra Leasing, responsáveis pela doação de R$ 380 mil e R$ 285 mil, respectivamente. As demais doações não ultrapassam o valor de R$ 2 mil cada, e são oriundas de pessoas físicas.
Gleisi declarou ter gasto R$ 1.555.229,90. Dentre os gastos, os mais expressivos foram doações a outros partidos ou candidatos. A campanha de Gleisi doou R$ 300 mil a partidos da coligação – PTN e PCdoB –, R$ 200 mil ao candidato a deputado federal Oliveira Filho (PRB), e R$ 50 mil ao candidato a deputado federal Ângelo Vanhoni (PT). A soma de gastos com pessoal chegou a R$ 241 mil, pouco abaixo dos gastos com locação ou cessão de bens imóveis, cujos gastos foram de R$ 260 mil. Com publicidade por placas, estandartes e faixas foram gastos R$ 237 mil, e a preparação de campanha e as instalações de comitês custaram R$ 100 mil.
Requião (PMDB)
O peemedebista declarou à Justiça Eleitoral que arrecadou R$ 304.683,22 até a entrega da primeira parcial. Deste montante, R$ 286.783,22 são provenientes de doações de empresas feitas ao candidato. As doadoras foram a Distribuidora de Pneus Vila Velha, que enviou R$ 200 mil, seguida da Catalini Terminais Marítimos, com R$ 75 mil, e a Cotrans Locação de Veículos, com R$ 11.783,22. As demais doações são oriundas de três pessoas físicas, cujo maior valor é de R$ 8,4 mil.
Requião declarou ter gasto mais do que o arrecadado até a prestação de contas – R$ 341.544,32. Dentre os gastos, os mais expressivos foram com transporte e deslocamento, que somaram R$ 81 mil. A campanha de Requião gastou ainda R$ 50 mil com a gravação de programas eleitorais para o rádio e a televisão, R$ 41 mil com a locação ou a cessão de bens imóveis, R$ 34 mil com publicidade e materiais impressos, e R$ 20 mil com despesas de pessoal.
Os candidatos Bernardo Pilotto (PSOL), Beto Richa (PSDB), Geonisio Marinho (PRTB),Ogier Buchi, Rodrigo Tomazini (PSTU), e Tulio Bandeira (PTC) declararam que não arrecadaram nem gastaram com as campanhas, até a data da primeira prestação de contas.