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Governador Beto Richa lamenta morte de Eduardo Campos

Um colega de partido de Campos disse que candidata a vice, Marina Silva, não estava na aeronave, pois teria compromissos em São Paulo

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
13/08/2014 às 13h23 Atualizada em 13/08/2014 às 17h34
Governador Beto Richa lamenta morte de Eduardo Campos
Governador Beto Richa e Eduardo Campos durante encontro promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná em novembro de 2013

 

 

Governador usou sua página no facebook para manifestar o seu pesar pela morte do presidenciável

 

"A morte prematura do ex-governador Eduardo Campos é um duro golpe na esperança de todos os brasileiros de bem, que acreditam na força das ideias e na honestidade de propósitos. Pessoalmente, me sinto profundamente abalado pela perda de um grande amigo, a quem aprendi a admirar pela sua conduta sempre gentil e solidária. Perdemos um brasileiro que, até em suas últimas palavras, fez questão de deixar registrada a sua crença num futuro melhor para o Brasil. Que Deus, na sua infinita bondade, possa amparar a família de Eduardo Campos e nos confortar nesse momento de grande dor" publicou.

 

 

 

 

Eduardo Campos morre em queda de avião, diz Aeronáutica

Santos

Da Imprensa


 

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Henrique Accioly Campos (PSB), morreu na manhã desta quarta-feira (13) na queda de uma aeronave em Santos, na litoral sul de São Paulo. Campos, que havia completado 49 anos no último dia 10, morreu no mesmo dia em que o avô Miguel Arraes.

 

Além dele, morreram no acidente mais seis pessoas: Pedro Valadares Neto, ex-deputado e assessor particular do candidato; Carlos Augusto Percol Filho, assessor de imprensa; Marcelo de Lyra, cinegrafista, e Alexandre Gomes e Silva, fotógrafo. Também estão entre as vítimas os pilotos da aeronave, Geraldo da Cunha e Marcos Martins. A mãe de Eduardo Campos passou mal ao saber do acidente. Oito casas foram atingidas pela aeronave na queda.

 

A aeronave decolou às 9h do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino aoaeroporto de Guarujá (SP). A queda aconteceu na rua Vahia de Abreu, no bairro do Boqueirão, região central de Santos. Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) já está em Santos, para iniciar as primeiras apurações sobre o caso. Normalmente as investigações duram 30 dias.

 

A ex-senadora Marina Silva, candidata a vice-presidente na chapa de Campos, estava ontem no Rio e embarcaria esta quarta no avião que caiu ao tentar pousar no Guarujá (SP). Na última hora,Marina mudou a rota e decidiu embarcar em um avião de carreira com assessores.

 

Marina está nesta tarde em sua casa, em São Paulo, reunida com políticos da Rede e pessoas próximas. Segundo relatos, a ex-senadora está em estado de choque e não vai se pronunciar. Desde a manhã, quando foi divulgada a notícia do acidente, integrantes da campanha de Campos e Marina tentavam confirmar se ele estava na aeronave.

 

A coligação de Eduardo Campos agora tem dez dias para indicar o substituto dele na disputa presidencial - a legislação eleitoral prevê que, em caso de falecimento do candidato, pode haver a substituição em qualquer período, mesmo já tendo sido encerrado o prazo legal para outras substituições. O nome pode ser de qualquer legenda da chapa “Unidos pelo Brasil”, composta por PSB, PPS, PHS, PRP, PPL e PSL. Existe, ainda, a possibilidade de desistir de participar do pleito.

 

Eduardo Campos havia marcado uma entrevista para esta quarta-feira, às 10 horas, na Praia do Mercado. Na agenda também estava prevista sua presença no Seminário Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, no Guarujá (SP). "A gente está atordoado. Parece que não há sobreviventes. Parece que perdemos o Eduardo. O Eduardo não conseguiu descer (o avião não conseguiu pousar), não há sobreviventes na aeronave. É uma perda irreparável", disse deputado Júlio Delgado, presidente do diretório do PSB em Minas Gerais, visivelmente emocionado.

 

Estão indo para Santos Carlos Siqueira, chefe da campanha e muito próximo de Campos, o deputado Roberto Freire (PPS-SP) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). A aeronave, segundo fontes da campanha, era usada com frequência pelo candidato.

 

O acidente

O candidato havia saído do Rio de Janeiro em um jatinho Cessna 560XL Citation às 9h, com destino ao Guarujá, cidade vizinha de Santos no litoral paulista. Campos cumpriria agenda em Santos com sua candidata a vice, Marina Silva (PSB).

 

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), perto das 9h50 o piloto da aeronave informou que tinha pouca visibilidade para pousar no Guarujá e arremeteu a aeronave. Logo após, a torre perdeu contato com o avião - que tem capacidade para 12 pessoas, em configuração padrão.

 

De acordo o presidente do PSB-SP, Márcio França, que aguardava Campos na base aérea do Guarujá, a aeronave arremeteu. "Perdemos contato com o avião depois disso", afirmou França. Depois disso, durante cerca de uma hora, houve uma troca incessante de telefonemas entre integrantes da campanha, jornalistas e autoridades aeronáuticas para tentar localizar Campos. "Eu ouvi um barulho muito forte, a princípio pensei que era um transformador. Quando fui ver era uma aeronave caindo", disse Luiz Carlos Tavares, caixa de um açougue próximo ao local do acidente.

 

De acordo com informações obtidas na Força Aérea Brasileira, o piloto do avião teria entrado em contato com a estação de rádio do aeroporto de Guarujá, antiga base aérea de Santos, informando que faria o procedimento de pouso. Em seguida, o piloto teria informado não ter encontrado visualmente o local para pouso e arremetido. Em seguida, houve o choque com o prédio. O aeroporto de Guarujá não tem torre de controle do tráfego aéreo, mas uma estação de informação e alerta.

 

Testemunhas da queda do Cessna disseram que a aeronave vinha em baixa altitude desde a Praça Mauá, no centro de Santos. "Pareceu que ele procurava a praia, ou que ele tentou desviar de um prédio vizinho a mim. Só sei que ele fez uma curva e desceu. Aí explodiu", disse a funcionária pública Flávio Capp, de 49 anos, que mora a um quarteirão de distância do local do acidente.

 

A fiação de todas as vias da região foi desenergizada para facilitar o trabalho de resgate e rescaldo do incêndio provocado pela queda do avião.

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