

Reportagem especial publicada na edição impressa do Circulandoaqui teve enorme repercussão e gerou diversos comentários. Confira a íntegra do texto abaixo e veja mais fotos produzidas pela competente fotógrafa Adriane Santos especialmente para esta edição.
C.Roberto Francisquini
Fotos Adriane Santos
A maratona de estudos do cambaraense Lucas Vedovato Nicola, de 18 anos, está apenas começando. Dedicado aos estudos desde criança, acaba de concluir seu primeiro período do curso de Medicina na UNILAGO (União das Faculdades dos Grandes Lagos) em São José do Rio Preto (SP).
Ele diz que seu sonho de cursar Medicina começou por volta de seus 15 anos, período em que teve aulas de Biologia administradas por sua mãe, Cristina Vedovato, no primeiro ano do Ensino Médio. “Apaixonei-me pela matéria e pela forma inspiradora que ela conduzia as aulas. Minha mãe foi então, a pessoa que me proporcionou o primeiro contato com a área biológica, fazendo com que eu, cada vez mais, me interessasse por esta matéria” descreve, o futuro médico.
“Pensava em um curso em que eu pudesse ajudar as pessoas de alguma forma, e a medicina proporciona isto.Via-me em algum lugar no futuro acordando bem cedo, pegando meu jaleco e me direcionando ao hospital para tratar de pessoas e ver o bem que eu poderia fazer a alguém” explica.
O jovem acadêmico de medicina foi enfático ao falar do status social que a profissão oferece, “minha decisão por fazer medicina não tem nada a ver com o status social, vai muito além disto, é por amor” pondera.
O jovem descreve a sua trajetória na formação básica com passagens pelo Colégio Nossa Senhora das Graças, em Cambará e o restante (segundo e terceiro anos) no Colégio Santo Antônio – Objetivo em Ourinhos (SP) e após isso, fez um ano de curso preparatório pré-vestibular em Curitiba, no Positivo.
“Em 2013 me mudei para Curitiba onde iniciei meu primeiro ano e, graças a Deus, meu único ano de cursinho, falo isso, por que o dia a dia que tinha em Curitiba era super corrido e estressante, optei pelo período integral e estudava cerca de 15 horas por dia. Deixei de lado qualquer forma de diversão, e decidi me dedicar integralmente aos estudos. Passava horas sentado em uma cadeira, estudando, assistindo aulas em uma sala com aproximadamente 300 alunos” recorda. Obstinado, o maior obstáculo superado foi estar longe de seus pais. “Sentia a ausência do calor da família especialmente em uma cidade fria, muito fria, como é o caso de Curitiba” relembra, “mas valeu a pena” acrescenta.
No final daquele ano (2013), iniciou a maratona de provas. “Sempre ia ao vestibular tenso, porém, seguro, sentia que havia me preparado bem para as provas” recorda.
O vestibular da UNILAGO aconteceu fora da época comum de realização de demais vestibulares – dia 19 de janeiro de 2014 – por este fato, Lucas conta que estava muito mais tranquilo e também descansado, disse ter saído da prova confiante, mais receoso devido à alta quantidade de candidatos. No dia em que soube que havia sido aprovado, na primeira chamada, em 31º lugar, disse que fora consumido por reações emocionais jamais sentidas até aquele momento. “Fui inundado por uma sensação de alívio e dever cumprido também, e foi incrível quando avisei minha família, especialmente minha mãe, que sempre foi minha maior incentivadora, de que tinha passado em Medicina” resume. “Esse meu sonho não seria realizado sem a atuação de algumas pessoas importantes para mim, só me basta agora agradecer à minha família e amigos que sempre me apoiaram, especialmente, a minha mãe, que nunca mediu esforços para me apoiar, ajudar e por ser uma base em que eu posso me espelhar, agradeço também à minha vó, Cecília T. L. Vedovato e minha tia, Toninha Vedovato, que sempre me deram atenção e me apoiaram em todos os momentos que precisei” descreve.
Primeiro semestre
Na faculdade, Lucas explica que o método utilizado proporciona, desde o primeiro período, o contato direto dos estudantes com o sistema público de saúde. “Nas primeiras semanas já estava dentro de uma Unidade Básica de Saúde, que, aqui em Cambará, conhecemos como Postinho e podemos acompanhar consultas junto aos médicos, acompanhar e realizar a administração de vacinas, aferir pressão arterial, dentre outras atividades do cotidiano da medicina” comenta, “Estamos só no começo, mas posso afirmar que está sendo uma experiência muito produtiva e proveitosa o que só assegura, ainda mais, a convicção de que eu fiz a escolha certa” acrescenta.
Futuro
Para o futuro, Lucas disse que ainda é cedo para pensar em uma especialização na área, mas adiantou que pode partir para área dermatológica. “Ainda é cedo para saber o que fazer no futuro, no entanto, penso em me especializar em dermatologia, mas não é uma certeza, estou no primeiro período e ainda tenho 6 anos pela frente para decidir o que farei da vida. Vou dar ao tempo, o tempo necessário para que eu possa me orientar melhor e me conscientizar em qual área eu possa ser mais útil” finaliza.
