

Assembleia dos bancários realizada no dia 25 decretou greve da categoria a partir de hoje, 30 e por tempo indeterminada. O presidente do Sindicato dos Bancários de Cornélio Procópio, que coordenada toda a região,Divonzir Carneiro disse provavelmente, as paralisações começarão nos grandes centros, e nas cidades onde existem sindicatos. “É sempre assim. Nos primeiros dias a adesão é menor, mas depois é generalizada”, garantiu.
Segundo ele, as negociações com a Fenabran (Federação nacional do Bancos), não avançaram. “A data-base da categoria é primeiro de setembro, mas os bancos não ofereceram nenhuma proposta que chegasse perto de nossas reivindicações, principalmente, no que se refere a contratação de mais funcionários e o fim de assédio moral”, disse.
Entre as reivindicações dos bancários estão reajuste salarial de 12,5%, combate ao assédio moral e fim das metas abusivas. A Fenaban ofereceu reajuste de 7,35% para os salários, e aumento do piso da categoria de 8%. Os índices foram considerados insuficientes pelos bancários
Os estados em que sindicatos decidiram aderir à greve foram, além dos Distrito Federal. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Pará, Roraima, Acre, Sergipe, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia.
No ano passado, a greve dos bancários durou 23 dias.
O sindicalista Divonzir Carneiro disse que uma das maiores dificuldades é combater o assédio moral e as metas abusivas. “Essa prática está deixando os funcionários doentes. É muita pressão. Os bancos não querem contratar mais trabalhadores e expõem os funcionários a uma situação estressante. Isso sem falar, que o assédio acaba sendo estendido aos clientes, porque os trabalhadores têm meta a cumprir", contou.