

Cambará
C.Roberto Francisquini
A Câmara municipal de Cambará decidiu, por seis votos a dois, acatar o pedido de abertura de uma Comissão Especial de investigação – CEI, para apurar um suposto caso de irregularidade envolvendo o prefeito de Cambará João Mattar Olivato (PSB) e uma auto mecânica que presta serviço para o município.
De acordo com o denunciante, há indícios de fraudes nas notas fiscais.
O vereador Renato Rodrigues (PSB), líder do governo na Câmara, tentou convencer seus pares para que votassem contra a abertura da CEI, alegando que a investigação só despenderá de recursos públicos e nada será provado. “Não houve superfaturamento na ordem de serviços, não há irregularidades” justificou o vereador.
Renato disse ter apresentado orçamentos de outras empresas do ramo para confrontar os valores das notas fiscais e com base nestas informações assegura que não houve superfaturamento. “A Abertura da Comissão de investigação é um erro, vamos gastar tempo e dinheiro” alegou.

Os argumentos do vereador não convenceram seus pares. Apenas ele (Renato Rodrigues - PSB) e Marcio Albertini (PR) votaram contra a abertura da CEI.
João Mattar recebeu a reportagem do Circulandoaqui na noite desta segunda-feira, (29), em sua residência, para comentar o caso. Questionado sobre a acusação, o prefeito mostrou tranquilidade ao falar do assunto e negou que haja irregularidade e classifica a ação como politicagem eleitoreira. “Vivemos numa democracia e ela deve ser soberana, respeito à decisão da Câmara, porém lamento que ela esteja agindo em nome da politicagem suja e barata” contou o prefeito. “Vamos continuar trabalhando, temos muita coisa por fazer e tudo que nós queremos é que Cambará seja um lugar bom e próspero para a gente morar” argumentou.
A Comissão foi formada na mesma noite e terá os vereadores João Tinelli (PSDB), Claudinei Tironi (Tuta-PT) e Rogério Frutuoso (PSC).
A comissão terá 90 dias para investigar a denuncia, caso se comprove ato de improbidade administrativa praticado pelo Prefeito, a Câmara pode pedir a abertura do processo de cassação de seu mandato, ou arquivar o processo caso a CEI não identifique que houve irregularidades.