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| Maria Cristina e Edison de Matos com filho Felipe na frente da sonhada casa própria. Casal aguarda fim das obras para iniciar vida nova |
Cambará
C.Roberto Francisquini
Está se esgotando a paciência das 199 famílias que aguardam a conclusão das obras das moradias populares do conjunto Irmã Paulina, em Cambará. As casas já estão prontas há pelo menos dois anos e têm janelas envidraçadas, portas, pia e banheiro com vaso sanitário. O bairro já tem nome, Irmã Paulina, mas ainda não conta com sistema de água e esgoto e tão pouco com energia elétrica.





Não bastasse o drama vivido pelos moradores que aguardam o sinal verde para iniciar uma nova vida, as 199 famílias contempladas convive com a incerteza de que se irão receber as chaves de suas casas com todos os itens dentro. É que, como as obras caminham a passos curtos, já é visível ação de vândalos no local. Diversas casas já foram arrombadas e tiveram seus itens básicos saqueados e diversas delas apresentam janelas quebradas, isto sem contar com o matagal que está se formando nos terrenos.
Pessoas consultadas pela reportagem disseram que algumas moradias estão servindo para abrigo de viciados em drogas e afins.
Algumas famílias estão perdendo seus móveis por conta de estarem vivendo no improviso na casa de parentes.
É o caso da família de Maria Cristina e Edison de Matos, na foto, com o filho Felipe. Maria Cristina disse a reportagem do Circulandoaqui, que vive de forma improvisada na casa de seus pais e que além de conviver com o medo de ter a casa depredada por vândalos, afirma que perdeu boa parte dos móveis que encontra-se encaixotados há pelo menos dois anos.
“Nos disseram que a entrega de nossa casa aconteceria no final de 2012, nos planejamos para comprar os móveis e deixar tudo certo para iniciarmos nossas vidas. Já se passaram dois anos e nada. Os móveis estão se perdendo o que dói muito, pois custou os poucos recursos que tínhamos e ainda nem sequer temos a informação de quando estaremos lá” revolta-se Cristina.
O drama vivido por Cristina é só um exemplo das inúmeras famílias que vive a expectativa de morar na tão sonhada casa própria.
Por sorte, a casa de Cristina não sofreu qualquer ação de vandalismo, porém a reportagem constatou que muitas moradias foram danificadas.
A reportagem apurou que algumas ruas já receberam calçadas e cascalhamento, porém existem diversas que os investimentos ainda não passaram do meio fio.
O assunto é recorrente na cidade e vem provocando desgaste na administração do prefeito João Mattar Olivato (PSB). O prefeito alegou, em uma conversa informal no final de dezembro, que o impasse se dá por conta de entraves entre a prefeitura,
Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e SANEPAR. João não deu detalhes sobre o imbróglio que estaria emperrando o término da obra. João Mattar frisou que a prefeitura assumiu a empreitada e garantiu que fará a entrega das moradias ainda no primeiro semestre de 2015.