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Comunidade indígena do Oeste ganha banco de mudas melhoradas de batata-doce

Mudas desenvolvidas pela Embrapa foram repassadas à comunidade de Terra Roxa pelo IDR-Paraná, que também acompanhou a implantação do campo. As mud...

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini Fonte: Secom Paraná
04/05/2023 às 11h50
Comunidade indígena do Oeste ganha banco de mudas melhoradas de batata-doce
Foto: IDR

A comunidade indígena Porá Rendá, em Terra Roxa, no Oeste do Paraná, foi o local escolhido para a implantação de um campo com mudas de batata-doce fortificada. As mudas serão multiplicadas e repassadas a outras 15 comunidades indígenas em Guaíra e Terra Roxa. Desenvolvidas pela Embrapa, as plantas foram usadas no espaço do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rual – Iapar- Emater) durante o Show Rural Coopavel, no início deste ano.

Terminada a feira, o IDR-Paraná repassou o material que passou a formar um banco de mudas na comunidade. A implantação do campo de Terra Roxa foi acompanhada pelos extensionistas do Instituto e distribuição para outras comunidades deve ser feita em agosto ou setembro.

Scheila Juliana da Silva, do escritório do IDR-Paraná em Guaíra, informa que o campo tem cerca de 400 metros quadrados e recebeu mudas de seis variedades de batata-doce: BRS Anembé, BRS Rubissol, CIP BRS Nuti, BRS Cuia, BRS Amélia e BRS Cotinga. O diferencial dessas variedades é que elas são mais produtivas, mais precoces, resistentes a doenças e pragas.

Além disso, as variedades têm compostos bioativos, ou seja, componentes que nutrem e fazem bem para a saúde humana. Segundo os pesquisadores da Embrapa, os principais compostos são as antocianinas, presentes na batata de polpa roxa, e o betacaroteno, na batata de polpa alaranjada. Ambos podem contribuir para reduzir a ocorrência de doenças degenerativas e cardiovasculares.

APTIDÃO -As mudas multiplicadas em Terra Roxa serão entregues para as famílias indígenas com mais aptidão para a agricultura. Scheila observa que é preciso respeitar as tradições alimentares dos indígenas para que um alimento faça parte da sua rotina. “O consumo de raízes e tubérculos é bem comum entre os indígenas, o que facilita a aceitação da batata-doce”, acredita ela.

Um aspecto que ajuda a disseminar o uso dessas variedades entre eles é que elas são mais nutritivas e produtivas que as variedades convencionais. Essas plantas também foram testadas em diferentes condições de clima e solo do país, o que garante o seu cultivo em diferentes regiões. Como as mudas têm qualidade, são sadias e livres de doenças, facilitam o manejo dos plantios.

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