

Agência Brasil
Uma resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) tornou obrigatório que os formandos em medicina submetam-se a um exame de avaliação. A concessão do registro profissional, no entanto, não está condicionada à aprovação na prova. Assim, o resultado não impedirá o exercício da profissão mesmo que o recém-formado receba uma nota baixa ou seja reprovado. A obrigatoriedade é para a participação na prova. A medida passa a vigorar neste ano.
Até agora, o teste só era aplicado a quem tinha interesse. De acordo com o Conselho, a decisão de acabar com as provas opcionais foi tomada por causa do baixo nível dos formandos avaliados nos últimos sete anos devido à qualidade dos cursos de medicina oferecidos. Pelas regras do Cremesp, as notas serão confidenciais e entregues apenas ao avaliado e às escolas.
Segundo o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, o ideal seria negar o registro aos formandos com desempenho insatisfatório no exame para que voltassem aos bancos da universidade, porém a ausência de uma lei impede a adoção desse tipo de medida. Atualmente, continuou o presidente, está em tramitação no Senado o projeto de lei que prevê a criação de um exame nacional de proficiência em medicina, como pré-requisito para o exercício da profissão.
No período de 2005 a 2011, quase a metade dos formandos que fizeram o exame foi reprovada. Dos 4.821 participantes, 2.250 não conseguiram a nota mínima, que significa acertar 60% das 120 questões sobre nove áreas médicas.
FONTE: Agência Brasil/Jornal Cidade