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Em meio à greve, assembleia decide suspender vestibular da UEL

Sem acordo, os professores continuam parados por tempo indeterminado; calendários de graduação e pós-graduação também estão interrompidos

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
16/05/2015 às 22h05
Em meio à greve, assembleia decide suspender vestibular da UEL

Londrina

Samara Rosenberger - Redação Bonde 


 

 Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (15), docentes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) decidiram pela suspensão do Vestibular 2016, além do calendário de graduação e pós-graduação. Sem acordo com o Governo do Estado, os professores continuam em greve por tempo indeterminado. 


A informação foi confirmada pela coordenadora geral da Coordenadoria de Processos Seletivos (COPS), Cristina Simon, ao Portal Bonde. Segundo ela, a COPS ainda aguardava as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de outras universidades paranaenses e paulistas para dar início aos procedimentos. "Nós sempre esperamos os anúncios de outras instituições para que não haja coincidência. Ontem, já tínhamos a data do Enem e de outras universidades", explica. 



Assim sendo, os trabalhos ficam paralisados até eventual revogação. "Na prática, nós definiríamos as datas, faríamos os encaminhamentos à Comissão Permanente e, em seguida, à instância máxima (Cepe) que delibera sobre os assuntos relacionados ao vestibular", completa. "Como agora tudo está suspenso, a ordem é fazer nada", avalia. 



Os calendários de graduação e pós-graduação também estão interrompidos. As decisões, no entanto, podem ser reavaliadas a qualquer momento. "Temos que aguardar as novas discussões da categoria. Esperamos que a greve termine, mas precisamos respeitar a decisão da assembleia, que é soberana", explica Cristina. 



Ainda segundo ela, os transtornos se devem à falta de diálogo do governador Beto Richa (PSDB), que se recusa a retomar as negociações com os servidores estaduais. "Não podemos dizer que o debate com os trabalhadores foi encerrado porque, na verdade, nunca houve. O desrespeito é muito grande e pior do que poderíamos suportar". 



Caso o vestibular seja cancelado de forma definitiva, mais de 3 mil alunos deixarão de ingressar no ensino superior no próximo ano. A descontinuidade dos calendários também afeta quase 19 mil alunos, sendo 13.290 graduandos e 5.527 de mestrado, doutorado e especialização. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Sindiprol/Aduel para comentar as resoluções.

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