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“O Mamede foi o primeiro a olhar para os mais necessitados” diz Hélio Romano

Cambaraense foi um dos pioneiros da Assistência Social no município

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
28/05/2015 às 08h09 Atualizada em 28/05/2015 às 08h58
“O Mamede foi o primeiro a olhar para os mais necessitados” diz Hélio Romano

 

 

 

Cambará

Graça Maria


 

 

Entre os anos de 1960 e 1970, um grupo de cambaraenses preocupados com a carência a que eram relegadas muitas famílias na cidade, fundaram o SOS – Serviço de Obras Sociais no município, que já funcionava em outras cidades brasileiras.

        

Assumiu a presidência da entidade, Ubiratan Ferreira, advogado e funcionário do Banco do Brasil, na época. Como tesoureiro, durante vários anos esteve o empresário Hélio Romano, sócio da empresa Gráfica Romano, junto a seu irmão, Reinaldo Romano.

        

Hélio Romano, filho de Henrique Romano e Maria Anunciata Síndice Romano, mais conhecida como Lúcia, aprendeu com a mãe a trabalhar para minorar a dor do próximo. Dona Lúcia, tinha o sonho de constituir um orfanato na cidade, e apesar de não chegar oficialmente à constituição de uma entidade organizada, acabou criando no seu próprio lar, e depois em uma casa improvisada, várias meninas órfãs, ou abandonadas pela família.

      

Segundo Hélio Romano, o funcionamento do SOS ocorria fruto de campanhas beneméritas junto a comunidade, e doações de corações generosos. Em 1974, além do trabalho voluntário junto ao SOS, passou também a integrar junto com Ubiratan Ferreira, Waldir Trautwein, Moacir Trautwein, Humberto Marcolin, Iracy Trautwein Di Creddo, Nadyr Trautwein Bergamaschi, o promotor Jorge

“Hoje a gente vê Bolsa Família, Bolsa Escola, e tantos Programas de transferência de recursos públicos, mas, na minha opinião, o político que antecipou tudo isso, foi o Mamede..." Hélio Romano

Derbis, entre outros voluntários, a diretoria da Creche Lar Anália Franco, hoje Centro de Educação Infantil Caminhos de Luz, primeira entidade do município a receber crianças neste sistema de atendimento. “Foram tempos muito difíceis para quem se empenhava nos serviços sociais. Mas, para nós era gratificante, e não víamos dificuldades. A gente caia de cabeça nas campanhas de arrecadação de recursos para a manutenção das entidades, e o povo sempre foi generoso, o que acabava dando tudo certo”, relembra Romano.

        

Ele diz ainda, que as entidades não recebiam ajuda dos governos municipal, estadual ou federal. Até que nos anos de 1980, a situação ficou insustentável, e foi necessário pedir ajuda à Prefeitura. “Era o governo do prefeito Mamede (Mohamed Ali Hamzé). Chegamos na Prefeitura e falamos: Mamed, até hoje conseguimos manter o SOS e o Lar Anália Franco, mas a partir de agora, precisamos de ajuda. Para a nossa surpresa, ele respondeu: “vou assumir o SOS e a folha de pagamento dos funcionários da Creche”. Foi uma alegria para todos nós. Ele nunca deixou faltar nada às crianças durante as três gestões em que esteve à frente da Prefeitura, e honrou o compromisso com a folha de pagamento dos funcionários. Uma beleza”, recorda.

        

Para Hélio Romano, hoje a assistência social ganhou status, com serviços voltados ao setor, pelos governos federal, estadual e municipal, com a obrigatoriedade dos municípios em constituírem seus Centros de Referências da Assistência Social, os CRAS, mas em uma época em que nada disso existia, Mamede foi o primeiro a olhar para os mais necessitados, visando minorar o sofrimento das pessoas. “Hoje a gente vê Bolsa Família, Bolsa Escola, e tantos Programas de transferência de recursos públicos, mas, na minha opinião, o político que antecipou tudo isso, foi o Mamede. Eu falo porque sou testemunha viva, que antes dele, as obras sociais do município não recebiam ajuda dos governos, e quando ele assumiu a Prefeitura, as entidades sociais e as pessoas necessitadas passaram a serem tratadas de forma humana, e com dignidade”, finaliza. 

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