

Santo Antonio da Platina
Marco Martins/Da redação Tribuna do Vale
O deputado federal Diego Garcia (PHS) apelou para sua religião ao se defender das denúncias feitas pela reportagem desta Tribuna do Vale de que a acusação feita pelo Ministério Público sobre a compra de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) num esquema criminoso junto à 4ª Circunscrição de Trânsito de Cambará (Detran) corre o risco de ser prescrita. Para o parlamentar, a denúncia feita pelo jornal pode ter sido um ataque do “encardido”. “Eu já esperava algum ataque do encardido. Sei que tudo que está acontecendo não seria de graça, mas estou bem tranqüilo”, disse o deputado, através do aplicativo WhatsApp.
De acordo com o Ministério Público, Diego Garcia teria se aproveitado de um esquema montado no Detran de Cambará para adquirir de forma irregular sua CNH em 2005. A denúncia do MP é baseada em escutas telefônicas envolvendo o próprio Garcia assim como uma diretora de uma auto-escola de Andirá e o então chefe do Detran de Cambará, Raffaello Frascati, preso na época da denúncia.
No entanto, como a Justiça ainda não se manifestou sobre o caso, a defesa do agora deputado federal pediu a prescrição da denúncia, após a ação ser remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados do parlamentar, o pedido de prescrição teve parecer favorável do Ministério Público.
Na mensagem enviada aos membros do conselho do seu mandato, Garcia diz que a reportagem foi publica para atacá-lo. “ (...) esta reportagem é tendenciosa pois cita o STF quando não é verdade, as acusações pelo entendimento do ministério público devem ser arquivadas e agora aguarda apenas a juíza de Andirá acatar! Nunca a justiça (sic) me chamou! Dez anos depois disso não me chamaram para nada mais, agora tentaram levantar isso contra mim!”, disse na mensagem enviada no sábado, 13. O deputado encerra a mensagem pedindo orações aos destinatários.
Porém, no texto, Garcia não nega em nenhum momento que tenha pagado para conseguir sua CNH. O parlamentar diz que a denúncia está perto de ser arquivada e que apenas foi chamado para prestar esclarecimento na delegacia, mas reitera que nunca foi ouvido pela Justiça.
No entanto, apesar de negar que a denúncia foi remetida ao STF, já que agora ele tem foro privilegiado, Garcia mostra estar desinformado, já que há uma decisão da juíza Vanessa de Biassio Mazzutti, que remete a ação ao STF, excetuando os demais acusados, que devem responder na Justiça em primeira instância.