

Cambará
Da assessoria da PM
As polícias Militar e Civil de Cambará, com apoio das equipes Rotam, RPA e Serviço Reservado cumpriram mandato judicial e fecharam um comércio de peças automotivas usadas da cidade.
A ação aconteceu na tarde desta terça-feira (07) e de acordo com a assessoria da PM a investigação aconteceu após denúncias de que o local estaria agindo na irregularidade.
De acordo com a nota repassada a imprensa, no local foi constatado que diversas peças avulsas, como portas, carrocerias, chassi de veículo, vidros estavam sem identificação, dificultando o rastreio de suas origens, e ainda, nas notas fiscais constavam apenas o quantitativo destas peças, sem discriminação de cor ou tipo ou procedência. Ainda, segundo a PM, durante as buscas foi localizado alguns motores e caixa de câmbios de veículo que não possuíam notas fiscais.
Diante dos fatos foram feitas as apreensões dos motores e caixas de câmbio, bem como, as peças e ainda foi feito um relatório encaminhado ao Ministério Público para que o estabelecimento seja lacrado. As peças recolhidas serão periciadas por um perito para avaliar mais pormenorizada de possível ilícito. Ainda, segundo a nota da PM, o estabelecimento também encontrava-se com as documentações de funcionamento irregular. Diante dos fatos, foi fechado, e parte das peças foi encaminhado para Delegacia de Polícia Civil para demais procedimentos.
O estabelecimento é de propriedade de Gustavo de S. Nuevo e Mayson S. Correia.
Os proprietários, estiveram na tarde desta terça-feira na redação do Circulandoaqui e negaram que haja irregularidade tanto nas peças que comercializam quanto na documentação do comércio. Gustano Nuevo e Mayson Correia afirmaram que não veem problemas na fiscalização por parte das autoridades, porém criticaram a ação policial sobre o montante de PMs destinados na atuação e da passeata que fizeram na cidade, sendo que a Polícia Civil fica em frente à loja.
“Estamos em ordem, temos ciência de que trabalhamos com peças usadas e que isto possa despertar dúvidas em quem não conhece a atividade, porém, atuamos dentro do procedimento legal” assegura Nuevo.
“Já acionamos nosso advogado que vai acompanhar a perícia e comprovar que estamos trabalhando dentro da lei e, em breve, retornaremos nossas atividades normalmente” frisou Mayson.