

Cambará
C.Roberto Francisquini
Os vereadores de Cambará retomam as atividades parlamentares na noite desta segunda-feira (03), após o recesso do mês de julho.
Alvo de investigações, Renato Rodrigues (PSB), Presidente da Casa, terá um árduo trabalho para contornar os ânimos dos parlamentares, que de longe estão divididos politicamente. O clima é ruim e o estopim da discórdia diz respeitos a Comissão Processante que investiga um suposto caso improbidade administrativa em trânsito que pode resultar em cassação dos mandatos do próprio presidente (Renato Rodrigues), do Secretário Marcio Albertini (PR) e do Prefeito Municipal João Mattar (PSB).
Com o recesso do mês de julho, a câmara municipal esteve movimentada por conta dos depoimentos das testemunhas arroladas ao caso.
Na última semana, o clima esquentou na Câmara, houve princípio de bate-boca e troca de farpas entre as partes. A presidência da Comissão Processante chegou a interromper os trabalhos por alguns minutos e logo após o termino da sessão, decretou o veto a participação popular e da imprensa durante os próximos dias de oitivas. Em nota, a Comissão alegou que por conta do tumulto gerado durante o depoimento da testemunha Clorivaldo Paes Paschoalino, resolveu decretar sigilo no decorrer do processo. A decisão resultou em chiadeira.
Sem prestigio e alvo de críticas, inclusive de seus pares, Renato tentará dar novos rumos ao parlamento cambaraense. Recentemente o Presidente deu declarações firmes ao Circulandoaqui, dizendo que irá encabeçar projeto que pede a redução dos salários dos vereadores para R$ 970.
A maioria dos atuais legisladores é contrária a decisão do presidente de baixar os salários e classificam de demagógica à medida tomada por Rodrigues.
Está programada uma mobilização popular para a noite desta segunda-feira (03) para tentar forçar os vereadores a apoiar a decisão do Presidente. Poucas pessoas aderiram a ideia.
Renato Rodrigues diz que sempre agiu em favor do município e assim pautará sua atuação parlamentar. Afirmou que acredita que o projeto de mudança no valor dos subsídios, embora seja amargo para seus pares, precisa passar pela câmara, assim como aconteceu em Santo Antônio da Platina. “A decisão não é só minha, eu estou fazendo a minha parte, porém, preciso de 1/3 dos vereadores que apõem a proposta de emenda que mude a lei orgânica da Câmara para que o projeto prospere” explicou.
Sobre as críticas, Renato foi categórico. “Não vou agradar a todo mundo” finalizou.