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Produção industrial cai 1,5% em julho e tem a maior queda em sete meses

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02/09/2015 às 14h19
Produção industrial cai 1,5% em julho e tem a maior queda em sete meses

 

Agência EFE

 


 

A produção industrial no Brasil caiu em julho 1,5% em comparação com o mês anterior, o que representa o segundo dado negativo consecutivo e a maior queda mensal desde dezembro de 2014, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Estes dados indicam que a produção no gigante sul-americano se encontra 14,1% abaixo de seu nível recorde alcançado em junho de 2013.

Frente ao mesmo mês de 2014, a queda da produção das fábricas em julho foi de 8,9%, o pior resultado nesta comparação em seis anos.

O resultado confirma a tendência iniciada em junho, quando voltou ao caminho negativo após o breve respiro que supôs a alta de 0,6% em maio, que pôs fim a três meses de quedas na produção industrial.

Além disso, o IBGE informou hoje que o retrocesso registrado em junho foi de 0,9% e não de 0,3% como indicava o relatório divulgado pelo organismo de estatística no mês passado.

O IBGE disse que dos 24 setores industriais medidos habitualmente para a elaboração de seus índices, 14 sofreram um retrocesso entre junho e julho.

Entre os setores com pior desempenho destacam-se o de produtos alimentícios (-6,2%), o de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%) e o das indústrias extrativas, que têm como matérias-primas as de origem vegetal, animal e mineral (-1,5%).

Em comparação com os dados registrados em julho do ano anterior, a categoria de bens de capital acumulou variação negativa de 27,8%, enquanto a de produtos duráveis, que inclui automóveis e eletrodomésticos entre outros, registrou uma queda de 13,7%.

Na mesma comparação, a subcategoria de fabricação de veículos automotores -de grande peso na economia do Brasil- apresentou uma baixa de 19,1%, pressionada principalmente pelo diminuição registrada na produção de veículos para o transporte de mercadorias.

Os resultados reforçam o pessimismo dos analistas consultados na semana passada pelo Banco Central, que projetam que o Brasil sofrerá neste ano uma contração econômica de 2,26%, seu pior resultado em mais de duas décadas.

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