
Brasília
William Bilches
Durante a Semana de Valorização da Vida, que aconteceu nos dias 8 e 9 deste mês, na Câmara dos Deputados, o deputado Diego Garcia (PHS-PR) anunciou a aprovação da Emenda de plenário nº 20, de sua autoria, que retira do projeto de Reforma Política a Ideologia de Gênero.
Na última quarta-feira (9), no plenário da Câmara, foi referendado o Projeto de lei que trata da Reforma Política (PL 5.735/13), já aprovado pelo Congresso Nacional anteriormente. O termo “gênero” que aparecia na proposta original foi substituído graças à emenda de Diego Garcia. “O conceito de gênero está sendo utilizado para promover uma revolução cultural sexual com o objetivo de extinguir da textura social a instituição familiar. Não podemos permitir esse esvaziamento do conceito de homem e de mulher”, defendeu o parlamentar.
O artigo 93-A do PL 2.259/15, apensado ao PL da Reforma Política, dizia que o Tribunal Superior Eleitoral deveria promover, no período de 1º de abril e 30 de julho dos anos eleitorais, propagandas institucionais, em rádio e televisão, destinadas a incentivar a igualdade de gênero e a participação feminina na política, entre outros. A partir de agora, a redação do artigo ficará assim: “destinada a incentivar a igualdade de sexo”.
Semana de Valorização da Vida
No segundo dia do evento, o parlamentar presidiu a mesa sobre a palestra “Existe uma cultura da morte em desenvolvimento”, do padre José Eduardo de Oliveira. Ideologia de Gênero e Aborto pautaram o debate que aconteceu no auditório Nereu Ramos. “Por trás do aborto há muito mais que a vida de uma criança”, afirmou o padre José. Segundo ele, os programas populacionais querem fazer mudanças na estrutura da família.
Para o sacerdote, esses programas, para destruírem a família, começam a restringir e limitar o papel da família e alteram os seus padrões, de forma que fique desfigurada. “O método usado para chegar a essa destruição é o de retirar a ênfase dada à família e de mexer no papel do homem e da mulher”, disse.
O padre José também enfatizou que há uma cultura da morte e esta inclui em seus elementos essenciais o aborto e a ideologia de gênero. “A cultura da morte é contra a natureza humana, contra a ciência e, de modo especial, contra o cristianismo”. Mesmo que façam parte da agenda do país e do mundo, o padre José acredita que esses discursos não serão bem sucedidos, a não ser que, segundo ele, “consigam nos paralisar e nos tornar totalmente inertes para essas tentativas de manipulação”.
O deputado Diego Garcia incentivou os presentes a espalharem os conhecimentos adquiridos durante a Semana de Valorização da Vida por todos os seus redutos, assim como a se manifestarem diante dos seus representantes federais e estaduais a respeito da cultura de morte. “Que os parlamentares, antes de votarem matérias aqui na Câmara, se perguntem se os projetos em discussão são pró-vida e pró-família”, indagou Garcia.