

William Bilches
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (24/9), o Projeto de lei 6.583/13, que institui o Estatuto da Família. O substitutivo, de autoria do deputado Diego Garcia, agora segue para o Senado. Durante a sessão, a Comissão Especial designada a discutir a matéria deliberou mais de quatro horas.
O relatório foi aprovado por 17 votos favoráveis e 5 contrários, mas quatro destaques ao texto ainda precisam ser aprovados, que serão apreciados em uma próxima sessão. “É uma vitória para a família brasileira. Nós continuaremos aqui sempre, em defesa da família. Muito obrigado pela confiança de todos. Viva a família brasileira”, comemorou Diego Garcia.
O PL dispõe sobre os direitos da famiÌlia, e as diretrizes das poliÌticas puÌblicas voltadas para valorização e apoio aÌ€ entidade familiar. Apresentado em 02 de setembro, o substitutivo de Diego Garcia traz a definição de famiÌlia, base da sociedade, como a entidade familiar formada a partir da união de um homem e de uma mulher, por meio de casamento ou união estaÌvel, e a entidade familiar que se constitui pela comunidade formada por qualquer dos pais e seus filhos.
Outra inovação do texto aprovado, além da garantia dos direitos da famiÌlia, é a criação os Conselhos da FamiÌlia, oÌrgãos encarregados de tratar das poliÌticas puÌblicas voltadas aÌ€ famiÌlia e da garantia do exerciÌcio dos direitos da entidade familiar.
De acordo com o deputado Diego Garcia, a família precisa de um instrumento garantidor de direitos e observa que, desde 1998, há conselhos voltados aos direitos da criança e do adolescente e do idoso, por exemplo, porém a família, apesar de sua centralidade no sistema juriÌdico, continuava sem um oÌrgão representativo. “Tal lacuna vem a ser preenchida pelo Estatuto da Família, que pretende instituir o Conselho da FamiÌlia nos treÌ‚s aÌ‚mbitos da federação”, explicou.
Apoio ao Estatuto
O deputado Eros Biondini, integrante da Bancada Católica, observou que o relator buscou ouvir todos os seguimentos da sociedade e que o parecer está fidedigno ao que preconiza a Constituição.
O deputado Ronaldo Fonseca, relator do projeto de lei na legislatura passada, enalteceu Diego Garcia destacando que o relatório dele é contundente e sério. Em seu parecer, apresentado em 2014, Fonseca vedou a adoção homoafetiva. “Meu relatório era mais pesado, mas o seu é mais competente”, disse.
Contra o Estatuto
A deputada Erika Kokay classificou o projeto como um “golpe à democracia e aos direitos humanos”. Mas, o deputado Flavinho, também defensor da matéria, contestou-a acrescentando que: “Aqueles que defendem o aborto, que estão dando um golpe na população brasileira”, criticou.
Na uÌltima semana, os deputados EÌ​rika Kokay e Marcelo Aguiar pediram vistas ao PL, ou seja, maior prazo (duas sessões) para avaliar o texto. Na sessão desta quinta-feira, eles ainda tentaram adiar a votação do texto.