

Da redação
Maristela Misquevis
Ele é um dos nomes mais citados quando a questão é cabelo em Cambará e o seu prestígio não é à toa. Formado em psicologia, trabalhou alguns anos na área, mas como não tinha o retorno devido decidiu então procurar outros caminhos. Morou no Japão, formou-se no Curso de Cabeleireiro na Espanha e trabalhou alguns anos na Itália. Durante este tempo na Europa viveu intensamente, adquiriu muita experiência e conhecimento na área. Resolveu voltar para o Brasil, especificamente em Cambará onde nasceu e têm familiares. Dono de muitos talentos, amante das artes, gosta de escrever e desenhar, ele compara a profissão como a de um alquimista, tem comprometimento com o que faz e procura ajustar o cabelo que mais se adequa a pessoa.
Circulandoaqui: Conte-nos a sua história, o que fazia antes de ser cabeleireiro?
Kenzo: Muitas coisas, inclusive faxina que, aliás, é o que menos tenho feito na vida.
Circulandoaqui: Como foi o início da sua carreira e quais foram suas influências?
Kenzo: Foi um momento da minha vida que eu escolhi não mais residir em grandes cidades aqui no Brasil e tinha voltado a Cambará trabalhando como psicólogo, mas percebi que era impossível sobreviver com o que ganhava (1995). Foi aí que decidi ir, a convite de uma amiga, para o Japão, fiquei por lá um ano e meio e depois disto passei uma temporada na Europa.
Circulandoaqui: Como foi a sua formação e como você se mantém atualizado na área?
Kenzo: Fiz um curso na Espanha e trabalhei uns anos na Itália foi quando resolvi voltar para Cambará. Creio que o que me influenciou para essa profissão foi o gosto por arquitetura, marcenaria e admiração pelos artesãos. O designer, a harmonia das coisas, enfim o gosto pela arte em geral.
Circulandoaqui: Quais as referências que te inspiram?
Kenzo: O simples parece que seja o ideal. Transformação creio que seja para show em TV ou passarela de alta costura, penso que isso seja uma coisa conceitual, não para o dia a dia.
Circulandoaqui: Você é um profissional de destaque na cidade, tem alguma personalidade cambaraense em especial que você se orgulha em ter cuidado dos cabelos?
Kenzo: Todas as minhas clientes tem o mesmo peso e a mesma importância.
Circulandoaqui: Com um currículo invejável e muita competência, o que o fez permanecer em Cambará?
Kenzo:Por acaso foi Cambará, mas poderia ter sido qualquer cidade do interior. Hoje é diferente, tenho bons amigos aqui e Cambará tem sua importância.
Circulandoaqui: Após muitos anos de trabalho, você é uma referência para Clientes e Profissionais. Quais os valores que caracterizam o seu trabalho?
Kenzo: Comprometimento, fazer o que o cabelo permite ser feito e no que acredito que fica bem para a
pessoa.
Circulandoaqui: Assim como a indústria da moda, esse é um segmento extremamente dinâmico e que lança tendências. Como ter um cabelo que está sempre na moda? E qual é a moda de hoje para os Cabelos?
Kenzo: Penso que não é tudo que está na moda é pra ser usado senão estaríamos brincando de Cinderela ou coisa pior. Atenção e bom senso devem nortear nosso visual e comportamento. Tendência é uma ideia.
Circulandoaqui: Quais os cuidados indispensáveis que você indica para manter um cabelo bonito e saudável, especialmente no verão?
Kenzo: Não abusar das químicas e saber lavar os cabelos: água fria ou morna, condicionador e para os cabelos mais secos, hidratar.
Circulandoaqui: O cabeleireiro também é um pouco ‘psicólogo’, você concorda com essa teoria?
Kenzo: Será? Vejo mais próximo do alquimista, não que sejamos, mas seria o desejo de algumas.
Circulandoaqui: Já houve casos em que uma cliente chega querendo um corte de cabelo que viu em uma revista, mas que não combina com ela? Como você lida com isto?
Kenzo: Já ouvi comentários “não vou lá porque ele faz o que ele quer” não é preciso ser psicólogo para entender essa fala. Procuro ser honesto. Se o seu tipo ou o seu cabelo não permite, não tem como fazer. É preciso saber separar sonho da realidade e as pessoas se frustram com isso.
Circulandoaqui: Você tem algum hobbie? O que gosta de fazer nas horas vagas?
Kenzo: Marcenaria, leitura, viagens... Adoro um boteco com os amigos também.
Circulandoaqui: Sei que você gosta de ler e de escrever. O que está lendo no momento?
Kenzo: Numero Zero, de Umberto Eco.
Circulandoaqui: Por fim, quais são seus sonhos? E o que te faz feliz?
Kenzo: Não me escravizar e ter a liberdade de escolha, assumindo as consequências e para isso a independência.
"Ser cabeleireiro é como qualquer outra profissão é preciso compromisso, determinação e vontade...”
Para poder identificar a causa do resultado do trabalho principalmente quando não alcançamos o desejado (cabelos fragilizados ou danificados) porque a reversão é quase sempre impossível mesmo com todo esse avanço tecnológico da cosmetologia. O que conseguimos é algo paliativo, não existem milagres depois do estrago feito. Só o tempo dará jeito e com o auxílio da tesoura. Portanto não abuse das químicas que terás sempre os cabelos com brilho, maciez e balanço.
Na realidade é muito mais fácil e barato ter cabelos saudáveis.