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Amparados pelo Instituto BOURBON, alunos da periferia colocam escola no topo

“Sempre tive ESPERANÇA” destacou Dr. Alceu Vezozzo ao saber do ótimo desempenho dos alunos do Colégio Angelina Ricci Vezozzo no Concurso Municipal de Soletração. E mais: Construção do Hotel

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
27/10/2015 às 14h15 Atualizada em 27/10/2015 às 14h38
Amparados pelo Instituto BOURBON, alunos da periferia colocam escola no topo

Cambará 

C.Roberto Francisquini


 

O empresário Dr. Alceu Vezozzo esteve recentemente em Cambará para acompanhar os últimos detalhes para o início das obras de construção do Rio By Bourbon Cambará, hotel que, mesmo no papel, já está mexendo com o cotidiano dos cambaraenses. Na ocasião, recebeu a notícia de que dois alunos da Escola Estadual Angelina Ricci Vezozzo haviam se destacados no Concurso Municipal de Soletração, competição promovida na cidade pelo Lions Clube. Perguntado se tinha certeza que os resultados positivos apareceriam, ele foi enfático. “Certeza eu não tinha, eu tinha esperança!” frisou.

 

Dr. Alceu já desenvolve projeto na cidade com aporte financeiro do Instituto Bourbon e a iniciativa vem transformando, para melhor, o cenário na vila Rotary da cidade, onde vivem cerca de oitenta famílias.

Ele conversou com nossa equipe. Acompanhe os principais trechos da entrevista.

 

Circulandoaqui: Dr. Alceu Vezozzo o senhor está fazendo uma visita de cortesia ao colégio hoje?

 

Dr. Alceu – Não, nós viemos aqui hoje para dar início às obras do hotel, contratar a demolição dos prédios que foram construídos há muitos anos no terreno onde vai ser a construção, então chegamos cedo e conversamos com o engenheiro que está indigitado como responsável por essa demolição. É um trabalho perigoso, tem que ser bem estudado, um trabalho difícil, tem riscos, durante a demolição você não sabe o que pode encontrar.  Brevemente iremos começar a demolição para poder iniciar a obra no terreno. Só que tem uma peculiaridade, nós vamos trazer todos os entulhos, terra, enfim, tudo que sair de lá dos prédios, do terreno, nós vamos trazer para alguns terrenos aqui na vila Rotary onde futuramente deveremos implantar o ensino profissionalizante.

 

Circulandoaqui: Nada será desperdiçado? É que se pode chamar de obra sustentável?

Dr. Alceu – Sim, os materiais reutilizáveis que saírem da demolição do prédio onde vai ser construído o hotel virão para cá, na vila Rotary, para que seja possível e torne viável a construção em nível da estrada que passa à frente da escola, que é o terreno mais delicado que tem lá, tem muito acidente, etc.

 

Circulandoaqui: Oficialmente, então a construção do hotel Bourbon começa hoje?

Dr. Alceu – Não, semana que vem nós vamos entrar com as plantas, devidamente assinadas pelo conselho de sócios dos Hotéis Bourbon, fazer o pedido para a aprovação da planta na Prefeitura, autorização para construir o tapume e para desmanchar tudo que está construído lá, essa prática burocrática toda que temos que vencer.

 

Circulandoaqui: Serão construídas novas casas aqui? O projeto é esse?

Dr. Alceu – Não, casas não, vai ser construído aqui um edifício destinado ao ensino profissional.

 

Circulandoaqui: Alguma coisa relacionada com o SESI/SENAI?

Dr. Alceu – Quando se trata de ensino profissionalizante, necessariamente é conveniente que haja um entendimento muito harmonioso com o SESI/SENAI e o SENAC, porque esses dois organismos são basilares, eles que têm uma experiência muito boa nessa área do ensino.

 

Circulandoaqui: Com relação ao hotel Bourbon. São muitas as perguntas depois que surgiu o anúncio da construção do hotel Rio By Bourbon na cidade. Uma delas diz respeito ao investimento superior a 10 milhões.  O senhor gostaria de destacar isso ou não?

 

Dr. Alceu – Este não é um investimento normal, para se ter resultado imediato, para ter lucro a curto prazo. Esta inciativa tem como fundamento, razão de ser, uma forma de colaborar com a escola, com a escola profissional e principalmente com a cidade, então é um bem material muito bom para a cidade e que pode trazer resultados, talvez, hoje, não tenhamos previsão de que tipo de resultado, mas tudo indica que vai ser muito bom para Cambará. É um hotel que tem possibilidade de fazer eventos, seminários, moderno, tudo que um hotel que abre suas portas precisa cumprir. Mas ainda que seja ligado a uma escola, é ligado a uma cidade que está necessitando do incentivo nesta área específica, porque será um incentivo não só local, será um incentivo regional.

 

Circulandoaqui: Qual é o prazo final para a obra? Já tem uma data estipulada para o seu término?

 

Dr. Alceu – Não tem porque, não é uma obra que tem investimento com fins lucrativos. É uma iniciativa, cujo benefício será muito indireto, não direto.  E o conselho de sócios dos hotéis Bourbon tem consciência muito clara de que é um investimento sem essa preocupação do benefício do retorno financeiro, o que é praticamente tábua rasa o princípio de qualquer investimento, sendo assim, nós temos que nos adaptar à conjuntura nacional. Hoje o Brasil atravessa uma crise muito grande, nem nós brasileiros sabemos onde isso tudo vai parar. É uma crise de proporções cheias de surpresas, nós não sabemos, é uma surpresa atrás da outra, os governos de uma maneira geral no Brasil estão em situação muito precária, muito difícil, e isto se reflete naturalmente pela falta de investimento governamental, o que é importantíssimo em todas as áreas de um país. Isto vai se refletir também na economia do país. A rede Bourbon, que sustenta o instituto Bourbon, faz parte desse panorama econômico financeiro de crise que o Brasil atravessa e toda a nossa atividade ou pelo menos a grande parte da nossa atividade está aqui no Brasil, embora tenhamos fora do Brasil, em outros países, mas na realidade o Brasil é o mais importante.

 

Circulandoaqui: O senhor teve participação no desenho, que tem a assinatura do arquiteto Álvaro Cortez

Dr. Alceu – Sim, esse hotel foi feito a muitas mãos, tivemos 5 arquitetos, O arquiteto Álvaro Cortez coordenou essa orquestra de 5 arquitetos e mais a presença nossa, boa parte desse hotel teve a mão da minha mulher que tem muita prática, desde o começo da nossa vida há cinquenta e tantos anos atrás quando começamos o primeiro hotel em Londrina e até hoje ela participa das decisões, porque tem experiência no ramo e está ativamente ligada neste projeto, também. Tenho certeza de que este hotel de Cambará vai atingir seus propósitos.

 

Circulanbdoaqui: A família Vezozzo, seu pai, Seu Caetano Vezozzo deixou uma marca aqui em Cambará, e o senhor também está seguindo esse contexto. Cambará completou 91 anos dia 21 de setembro, a construção do Hotel, que inclusive anunciamos como um grande presente para a cidade e claro que o senhor tem noção do que isso representará para o nosso município. O Hotel, assim como o complexo educacional da Vila Rotary serão um divisor de águas para a nossa cidade. Pessoalmente falando, o que esta cidade significa para o senhor? O Senhor tem dado um aporte muito grande aqui na vila Rotary, os resultados estão aparecendo. É uma resposta para aquele projeto político que o senhor tinha lá atrás?

 

Dr. Alceu – Não, eu não vinculo nada disso ao passado. Eu vinculo a minha família sim, porque eu nasci em Cambará, meus irmãos, minha família, nós nos formamos todos aqui, meus pais, meus avós estão enterrados no cemitério daqui. Meus pais viveram a vida toda em Cambará e eu vivi grande parte da minha vida aqui, também. Acontece que de certa forma é um resgate social. Cambará, fazendo uma análise macro, a cidade ao longo dos seus 91 anos de emancipação política, vamos dizer talvez um terço, Cambará conviveu com um progresso muito grande. No começo, nos seus primórdios, na sua origem era conhecida com um nome muito bonito, a “Terra da Promissão”, era boca de sertão. E Cambará tinha o privilégio de sediar esta comunidade que se abria, que se descortinava o sertão, que foi chegar lá nas barrancas do rio Paraná, passando por Bandeirantes, Cornélio, Londrina, Maringá e de lá pra frente, Paranavaí e depois até as barrancas.Naquele tempo, Cambará viveu um progresso muito grande, mas depois esse progresso foi se arrefecendo e as cidades vizinhas, por motivos geopolíticos, que não é o caso de se analisar agora, Cambará foi perdendo algum terreno, hora por um motivo, hora por outro e a nossa crença, não é só minha, é uma crença de família é que esse complexo escolar Caetano Vezozzo e Angelina Ricci Vezozzo somado à escola profissional  e somado principalmente ao hotel, vai descortinar, tudo indica para o futuro por menor que seja, mas é uma nova abertura de um desenvolvimento de um progresso que será agregado ao, hoje,  existente em Cambará.

 

A partir da esquerda: Botelho, Waldir Trautwein, Professor Tinelli, Professora Regina, Ivan, Dr. Alceu, Alexssandro e Professora Vania

 

Circulandoaqui: Tem uma notícia, que é muito legal, sobre a conquista de dois meninos daqui da escola que se destacaram no Concurso Municipal de Soletração, promovido pelo Lions Clube da cidade. E a ponta de um ‘iceberg positivo’ que está florescendo com as suas ideias, com o investimento que está sendo implantado no aspecto físico do complexo escolar e principalmente no capital humano das escolas (Angelina Ricci Vezozzo e Caetano Vezozzo).  Como foi para o Senhor receber a notícia da conquista de dois meninos daqui do colégio que se conquistaram, o primeiro e terceiro lugares no concurso municipal de soletração?

 

Dr. Alceu – Com muita alegria e com muito orgulho das direções, dos professores e de tudo que temos hoje aqui no complexo escolar Caetano Angelina Vezozzo. Muito orgulho!

 

Circulandoaqui: O Senhor tinha certeza de que o resultado não poderia ser diferente?

Dr. Alceu – Certeza eu não tinha, eu tinha esperança!

Dr. Alceu Vezozzo entre Alexssandro Rosa, vencedor do Concurso Municipal de Soletração 2015 promovido pelo Lions de Cambará e Ivan Victor Machado Pereira, terceiro colocado na competição estudantil. Ambos são alunos da Escola Estadual Angelina R. Vezozzo, amparada pelos Instituto Bourbon


 


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