
| João Mattar Olivato, Prefeito de Cambará - Fotos: C.Roberto Francisquini/arquivo Circulandoaqui |
Benedito Francisquini
Da redação Tribuna do Vale
A juíza da comarca de Cambará, Thaís Terumi Oto, em sentença proferida no dia 16 de novembro, julgou improcedente ação proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), entendendo que o acusado, João Mattar Olivato, prefeito de Cambará, não cometeu ato de improbidade administrativa nem abuso do poder político, conforme denúncia formalizada pelo ex-servidor municipal comissionado Clorivaldo Paes Paschoalino, o Paschoal, como é mais conhecido. Ele acusou o administrador público de promover reunião dentro da prefeitura com a finalidade de forçar funcionários de confiança a votarem e fazer campanha em favor do então candidato a deputado federal Nelson Padovani.
No entendimento da magistrada não ficou configurado que o prefeito, que apoiou a candidatura de Padovani nas eleições de 2014, durante a reunião com funcionários realizada no dia 2 de novembro daquele ano, tenha provocado desequilíbrio na competição eleitoral ou agido de forma dolosa para forçar os servidores ocupantes de cargos comissionados a votarem em seu candidato.
Nem na gravação apresentada por Paschoal, segundo a juíza, ficou comprovado que o prefeito tenha cometido alguma ilegalidade ou feito menção a campanha eleitoral. O denunciante alegou que gravou a reunião armando-se contra uma suposta demissão ou humilhação que o prefeito estaria planejando contra ele, que ocupava o cargo de secretário de administração.
Aliás, segundo a Tribuna do Vale apurou, desde que foi exonerado, como vingança, Paschoal vem disparando uma série de denúncias contra João Mattar. No período em que ocupou a secretaria, valendo-se de sua condição de funcionário de confiança, ele foi guardando documentos, gravando reuniões, com a intenção planejada de vingar-se caso viesse a ser demitido. Até entre opositores do prefeito a atitude do ex-secretário é vista como uma traição, tipo de deslealdade condenada até entre os piores criminosos.
Processo eleitoral
Além da denúncia de improbidade administrativa e abuso do poder político, a denúncia de Paschoal gerou outro processo na Justiça Eleitoral com o mesmo conteúdo da ação julgada improcedente. Por similaridade, a previsão é que a denúncia eleitoral siga o mesmo rumo do processo rejeitado pela juíza Thaís Terumi Oto.
Ontem de manhã, em entrevista por telefone, o prefeito de Cambará, João Mattar Olivato assinalou à Tribuna que vai processar o ex-secretário de administração Paschoal, por denunciação caluniosa, no âmbito da justiça criminal e na vara cível. “O que esse cara fez e está fazendo é uma das coisas mais nojentas que já vivenciei na política. São dezenas de denúncias, algumas já julgadas improcedentes, num exercício do ódio nunca visto. É possível que algum adversário esteja se aproveitando ou até alimentando tudo isso. Por esta razão é que as pessoas sérias estão se afastando da política. É muita sujeira”, desabafou.