

Via Zero Hora
Cada vez mais sólida no calendário do comércio, a Black Friday, que ocorre na sexta-feira, promete descontos imbatíveis — mas impõe aos internautas o desafio de analisar com lupa as ofertas e a reputação dos vendedores.
No ano passado, o Portal Reclame Aqui registrou 12 mil queixas durante o já tradicional dia de ofertas. Foram frequentes as reclamações por descontos enganosos, erros nos sites na hora de concluir a compra e falhas na entrega.
Como fazer render o 13° salário
— Os casos mais preocupantes foram de “maquiagem” de preços. Algumas lojas aumentam o valor do produto antes da Black Friday e retornam ao preço original na data anunciando descontos — aponta a diretora do Procon-RS, Flávia do Canto Pereira.
Para escapar da armadilha, é preciso se cercar de referências, recomenda:
— Quem já vem pesquisando um produto há mais tempo e conhece seu valor médio terá mais facilidade para identificar ofertas falsas. Os demais precisam redobrar o cuidado.
Saber diferenciar impulso do essencial
Para quem arregaça as mangas e compara promoções, a data pode revelar bons negócios. A Black Friday promete economia de até 80% em itens mais baratos, como livros e roupas, em torno de 40% para artigos mais sofisticados, como tablets, celulares e eletrodomésticos.
— Os descontos são atraentes, mas a pessoa precisa diferenciar o que é impulso do que é realmente necessário e, assim, evitar gastar mais do que precisa — sugere o consultor financeiro Alfredo Meneghetti Neto. — A dica é anotar hoje mesmo o que se deseja comprar, e, se até sexta-feira a vontade continuar, fazer a compra.
Novo Código de Defesa do Consumidor deve prever negócios pela internet
De acordo com os organizadores do evento, a edição deste ano deve movimentar R$ 978 milhões, 12% a mais do que em 2014. Clientes de Porto Alegre vão gastar R$ 23 milhões na data — a mesma proporção do crescimento nacional.
— A alta é relevante em um ano de economia complicada. A previsão é de que o consumidor valorize mais seu dinheiro, pesquisando as ofertas — projeta Juliano Motta, diretor da BlackFriday.com.br.
Faça uma pesquisa prévia dos produtos que pretende comprar, para saber se os descontos que serão anuciados são verdadeiros – escapando da chamada maquiagem de preços.
Pesquise a reputação da loja em sites de reclamações, fóruns de consumidores, Procons e site do Tribunal de Justiça do Estado.
Desconfie de ofertas muito tentadoras. É estranho um site vender um produto muito mais barato do que a concorrência – principalmente eletroeletrônicos.
Prefira lojas conhecidas, com CNPJ, número para contato telefônico e endereço físico.
Prefira pagar com o cartão de crédito, em vez de boleto, ou por transferência bancária. Fica mais fácil de cancelar o pagamento caso haja problema na entrega.
Faça cópias de tela em cada etapa da compra – desde o anúncio até a conclusão do pagamento e o prazo de entrega.
Mesmo que as ofertas valham a pena, tome cuidado com as compras para não exceder o orçamento e passar aperto para pagar.
Para não comprar por impulso, a sugestão é escrever em uma lista quais produtos você realmente pretende comprar na data, e focar neles sua pesquisa.
Se chegar um produto diferente daquele escolhido, lembre-se de que poderá desistir da compra e devolver o item no prazo de sete dias.
Observe o selo do Busca Descontos do Reclame Aqui nos sites com melhor reputação. A marca estará presente em lojas que tenham avaliação boa ou ótima.
As empresas que apresentaram mais reclamações na Black Friday de 2014 – e o número de queixas*.
Campeã de queixas:
• Americanas: 1.219
• Submarino: 1.095
• Saraiva: 682
• Shoptime: 223
• KaBum!: 197
• Netshoes: 188
• Extra: 158
• Magazine Luiza: 139
• Walmart: 137
• Nescafé Dulce Gusto: 77
*Levantamento do portal Reclame Aqui