
Cambará
C.Roberto Francisquini
O ex-secretário de Administração da Prefeitura de Cambará, Clorivaldo Paes Paschoalino, o Paschoal como é mais conhecido, divulgou nota na tarde desta terça-feira (24) em que alega que o prefeito de Cambará está redondamente equivocado ao confundi-lo com denunciante, quando na verdade, é testemunha na ação de improbidade administrativa julgada improcedente pela justiça.
Paschoal satirizou as declarações do prefeito na reportagem. “Quem sabe pelo fato do prefeito recentemente ter ido depor em mais de 40 inquéritos no Ministério Público local, ele possa estar meio atordoado e achando que eu fui o autor das denúncias desses inquéritos, só pode ser por isso” descreveu a situação.
Já num tom mais sério, Paschoal relatou o imbróglio. “Eu não sou denunciante desse caso, só fui arrolado pelo Ministério Público como testemunha com mais 22 servidores no inquérito civil nº MPPR-0019.14.000114-0, que deu origem a essa ação, somente isso, testemunha, mais nada” declarou.
“Soube que foram 27 testemunhas somente neste caso” enumerou.
Outro detalhe apontado por Paschoal e frisado na reportagem diz respeito ao processo que o prefeito teria dito que vai mover na justiça. “Acho interessante, não sou, mas mesmo que fosse o autor dessa denúncia que virou essa ação que foi julgada improcedente em primeira instância, como o prefeito me processaria se a ação ainda pode ser objeto de recurso pelo Promotor?” questiona, “tanto é verdade que está aberto o prazo de 30 dias para o promotor recorrer, portanto não há ainda uma decisão definitiva e ele já sente o vencedor e ainda quer me processar por denunciação caluniosa, mesmo eu não sendo o denunciante, apenas testemunha” acrescenta.
O ex-secretário também cita um caso, sem apontar nomes, em que o prefeito teve que exonerar um grande amigo dele dos quadros do município em virtude de ter apresentado um pedido ao Ministério Público para averiguar o eventual descumprimento da Lei municipal nº. 1.618/2015, relativamente ao cargo comissionado ocupado por um servidor que mediante essa lei não poderia mais trabalhar na prefeitura. “O prefeito foi obrigado a cumprir a determinação da Justiça, por isso está magoado comigo e soltando palavras ao vento” frisou.