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Jacarezinho terá a terceira Apac do Paraná: Modelo de humanização do sistema penitenciário

Dr. Renato Garcia, juiz da Vara Criminal da Comarca de Jacarezinho, é o responsável pela instalação desse método na cidade

Carlos Roberto Francisquini
Por: Carlos Roberto Francisquini
23/01/2016 às 11h32
Jacarezinho terá a terceira Apac do Paraná: Modelo de humanização do sistema penitenciário

 

 

 

 

Jacarezinho

William Bilches


 

Uma audiência pública reunirá os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo no auditório do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), na próxima segunda-feira (25), a partir das 19h. O objetivo do encontro é definir os próximos passos para a instalação de uma unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) em Jacarezinho, terceiro município do Estado a receber o método.


O evento será aberto ao público.  O local para instalação da sede da Apac ainda não foi definido. Na audiência, os palestrantes abordarão as vantagens desse método inovador e mais eficaz, comparado ao sistema prisional atual. O doutor Renato Garcia, juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Jacarezinho, é o responsável pela instalação desse método na cidade. A iniciativa também contará com o apoio da Diocese de Jacarezinho e da UENP.


A juíza da Comarca de Barracão, doutora Branca Bernardi, umas das pioneiras do método no Estado, é uma das autoridades convidadas para o evento. Ela é a responsável pela implantação da primeira Apac no Paraná. O deputado federal Diego Garcia (PHS-PR) também confirmou presença. 


Segundo a doutora Branca, a Apac é um método voltado à recuperação e à reintegração social de presos. Conforme a doutora, esse método representa economia para os cofres públicos. O custo por preso em uma Apac é reduzido para um salário mínimo e meio, enquanto o sistema prisional atual gasta cerca de quatro salários mínimos por preso.


Chamados de recuperandos, os presos não ficam dentro das celas o dia todo. Eles seguem uma programação rigorosa dentro da associação, limpando a sede e preparando as refeições, e podem também receber familiares. Além disso, eles participam de oficinas e de diversas atividades como costura, artesanato, leitura, cursos profissionalizantes e momentos de oração.


 “É um método que visa, não só a dar assistência ao preso, mas a prioridade maior é proteger a sociedade. É uma iniciativa que dá certo, 100% dos que saíram daqui estão cuidando de suas famílias e de suas vidas”, incentivou Marcio José Raimundo, recuperando da APAC de Barracão.


APAC

A APAC trata-se de um modelo de humanização do sistema penitenciário que está começando a ser implantado no Paraná. Atualmente, existem apenas as unidades de Barracão e Pato Branco. Em Minas Gerais, o método é desenvolvido há 40 anos.

 

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