
| 11-02-2015 |
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| Vulnerável, Colégio Professor Silvio Tavares é consumido pelo fogo |
Cambará
C.Roberto Francisquini
Um dos maiores incêndios da história de Cambará completou um ano nesta quinta-feira (11).
O 11 de fevereiro de 2015 ainda está bem vivo na memória do cambaraense. O fogo consumiu quase que totalmente o Colégio Estadual Professor Silvio Tavares. A cena das chamas se alastrando pelos corredores do colégio histórico trouxe à tona, quão vulneráveis somos diante de uma tragédia daquela magnitude. O incêndio de 11 de fevereiro nos mostrou da forma mais cruel e amarga que a Cambará está descoberta e precisa ter uma brigada de incêndios capaz de dar tranquilidade a população.
Mas o que mudou nestes últimos 12 meses? Quais foram as políticas públicas para evitar novas tragédias? Quais foram as medidas cautelares em caso de novo incêndio? Quais foram os investimentos na nossa brigada?
Aos olhos visto, nada. Não se está se fazendo absolutamente nada. Nem campanha educativa... Isto é um pesadelo para a cidade.
Qual a lição que o 11/02 nos deu? Que somos vulneráveis, nada mais...
A Defesa Civil de Cambará, por exemplo, que conta com um corpo de defensores valorosos, é bom que se diga, não recebeu, investimentos adequados que garante condições minimamente eficientes de trabalho em caso de incêndios de grande porte. Há quem diga que não recebeu nem o mínimo possível.
O 11 de fevereiro ficará marcado em nossas vidas, mas poderá ser mais traumático se não tirarmos lições daquela tragédia.
Enquanto aguardamos a reforma esperada, alunos e professores do colégio afetado, amargam o improviso em escola emprestada. A mesma escola que passaria por reforma por não estar apta a receber alunos, pois seu estado de conservação e segurança também são precários. A perícia apontou para um curto-circuito como causa do princípio de incêndio no Silvio Tavares. Quantas escolas temos na cidade que agonizam por reforma completa e que podem seguir o mesmo caminho do Colégio Estadual?
| 11-02-2016 |
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| Colégio continua à espera de reforma... muito discurso e pouca objetividade |
Claro que o objetivo deste texto não é o de responsabilizar alguém pela tragédia, é, simplesmente um olhar por entre a fumaça escura que soprou do velho Silvio há exato um ano e trazer à luz ao tema. É, também, de alguma forma, para cobrar das autoridades políticas mais empenho nestas questões. O velho ditado se encaixa – Prevenir é melhor que remediar, até porque o remédio, neste caso, pode vir lentamente.
Não aprendemos nada com o nosso próprio infortúnio, o que é uma pena.
Relembre o caso:
Governador diz reforma sairá do papel
Tragédia História: Colégio Estadual Professor Silvio Tavares é consumido pelo fogo
Tragédia História: O dia seguinte
O dia Seguinte: Vídeo revela o que sobrou do colégio no dia seguinte