

Cambará
C.Roberto Francisquini
Circula na web uma imagem em PDF do Diário Oficial do Norte Pioneiro, órgão responsável pelas publicações oficiais do município, a portaria assinada pelo Prefeito de Cambará João Mattar Olivato (PSC), em que nomeia Wellington Mello da Silva, para o cargo em comissão de Diretor de Administração da Prefeitura local e, Adilson Fantinelli (Dedé), como Chefe da Divisão do Almoxarifado Central. A informação está causando um estrago para a imagem do prefeito cambaraense.
Primeiro por conta da crise econômica que o município enfrenta, segundo pelo desgaste político.
O que causou estranheza na nomeação é que os nomes foram lotados para cargos onde os indicados tem pouca ou nenhuma afinidade. Dedé é radialista e edita um portal de notícia na cidade. W.Mello editou por alguns anos um jornal em que defendeu em primeiro momento a candidatura do atual prefeito, mas se revoltou meses depois da posse do prefeito por não conseguir um cargo na prefeitura.
Mattar travou uma briga judicial com Mello por conta das provocações editadas no pasquim que não pouparam sua família. A mãe do prefeito fora duramente atacada pelo jornal e não aceita sua indicação no governo.
Por telefone o prefeito afirmou que é contrário a indicação, especialmente ao nome de W.Mello, pelos ataques que sofreu nos primeiros meses de mandato. “A decisão não é minha, foi do grupo, por mim ele não seria indicado” afirmou. De acordo com o prefeito, os vereadores Marcio Albertini (PR), Claudinei Tuta Tironi (PT) e Renato Rodrigues (PSB) sustentam a indicação.
Por outro lado, o prefeito afirma que espera que Mello tenha se redimido de tudo que fez e que aproveite esta oportunidade para mostrar que tem algo a dizer. “Espero que ele faça por merecer esta oportunidade” frisou.
Outro Lado:
Marcio Albertini afirmou que não compete a ele a contratação. Tuta estava com o telefone desligado. Renato Rodrigues confirmou a indicação.
Eleito com mais de 72% de aprovação popular e enfrentando dificuldades para impor seu modelo de gestão, João Mattar convive, desde os primeiros dias de mandato, entre polêmicas e desconfiança do eleitorado.