
Cambará
C.Roberto Francisquini
A diretoria do Conselho Municipal de Saúde de Cambará se reuniu na tarde desta sexta-feira (19), para apresentar o balanço do 3º quadriênio de 2015 e traçar metas para o ano de 2016.
A audiência pública aconteceu na Câmara de Vereadores local e reuniu agentes de saúde e quatro, dos nove vereadores. Walcir Joaquim (PSDB), Marcio Albertini (PR), Claudinei Tuta Tironi (PT) e Renato Rodrigues (PSB) participaram do encontro e apresentaram sugestões.
O Conselho é presidido por Samara Aline Hernandes, que apresentou o balanço do 3º quadriênio de 2015, aprovado por unanimidade. A contadora da prefeitura, Rafaela Hareda, foi quem apresentou as contas e respondeu a questionamentos diversos.
Na saída, ela falou com o Circulandoaqui e afirmou que está tudo dentro dos conformes.
Porém o que chamou a atenção dos membros do conselho foram os números de consultas realizadas no município, que ultrapassou 34 mil atendimentos somados as do Pronto Socorro e postos de saúde. Foram realizados, ainda, cerca de 1500 procedimentos de ultrassom e mais de 21 mil exames laboratoriais no período, entre outros números.
O que preocupa os membros do Conselho é o valor a ser gasto com ultrassom este ano, que pulou de R$ 60,00 em 2015, para R$ 102,00 em 2016. É o que destaca Camila Moya, diretora de agendamento do município. Para Camila a pasta da saúde terá de se desdobrar este ano para dar conta da demanda.
Um dos objetivos do Conselho é melhorar a política municipal de atenção básica em saúde.
“Nossa meta é atingir a excelência no atendimento básico, com melhorias nas Unidades Básicas de Saúdes para garantir à população o acesso a uma atenção à saúde de qualidade” sugeriu Samara.
Outro assunto debatido na audiência pública diz respeito às metas de combate à Dengue. O município vive epidemia da doença com mais 170 casos confirmados. Foi sugerido medidas para o aumento da fiscalização e até mesmo a possibilidade da criação de uma lei municipal que multa quem não cumpre as metas de prevenção, assim como aconteceu com a lei antifumo, que pegou em todo Brasil. O Vereador e Presidente da Câmara, Renato Rodrigues, disse que vai estudar o caso e colocar em discussão no parlamento local. Para Samara a iniciativa e apoio dos vereadores é importante, mas ressaltou que o bom senso da população seria a melhor alternativa. “Bom mesmo fosse se as pessoas se conscientizassem sobre a gravidade do problema e se atentassem para a questão, os métodos de combate ao mosquito são simples, mas precisa que todos os moradores assumam a responsabilidade de vistoriar seus quintais e evitar jogar lixo em terrenos baldios, como acontece com frequência na cidade” finalizou.