
Cambará
C.Roberto Francisquini
“Enquanto os problemas de grande impacto social forem objeto de uma simples disputa de posições políticas, como tem sido com a reforma do prédio do Colégio Estadual Professor Silvio Tavares, continuaremos, com certeza, decepcionados com a ausência de resultados e com a falta de objetividade de todas as ações políticas neste país” diz André Scandolo, Secretário de Administração da prefeitura de Cambará (foto).
Para Scandolo, o debate que se viu na última semana sobre quem assumiria o papel de ‘pai’ do reinício da obra do Colégio Estadual é mais um capítulo minimalista da atual política. Aliados do Deputado Pedro Lupion (DEM) assinalam que foram eles os primeiros a chegar no local e que por conta disto os méritos deveriam ser deles. Por outro lado o grupo liderado pelo empresário Luís Dias afirma que a obra saiu do papel graças a manobras junto ao Governo Estadual, demonstrando prestígio e poder de articulação, isto sem contar o Dep. Mauro Moraes (PSDB) que também diz ter dado sua contribuição na causa.
Por fim, as declarações do Deputado Estadual Prof. Lemos (PT) que ventilou na cidade de que teria sido ele quem garantiu a liberação dos recursos para que a obra seja reiniciada, gerou mais uma polêmica.
As declarações de Lemos provocaram reações diversas. Houve chiadeira e discussões nas redes sociais e deixaram inquietos os meios políticos da cidade que acusaram o parlamentar de estar pegando carona na conversa.
André afirma que enquanto se discute para ver de quem é a “criança”, ou seja, a promessa de um reinício para a obra, há um outro problema real.
| "...solução provisória ficou por conta da administração pública municipal, que é quem realmente está pagando esta conta, para que os alunos não sejam prejudicados” André Scandolo - Secretário de Administração de Cambará
|
“As crianças da escola municipal Maria Alice ainda não encontraram nenhum padrinho político” afirmou, alegando que as crianças da escola que tiveram que ser transferidas para o prédio da Secretaria de Educação, que por consequência teve que deslocar os ensaios da orquestra e a escola de música para o outro lado da cidade, neste caso, para a Escola Profissionalizante João Pires. “Por fim a reforma da Escola Maria Alice prevista para iniciar em 2015, com os recursos já liberados, teve que ser adiada para receber os alunos do Silvio Tavares e evitar prejuízos no ano letivo estadual, obra que até hoje não pôde ser iniciada e com risco de devolução dos recursos e perda do convênio” frisou. “Enquanto isso, uma solução provisória ficou por conta da administração pública municipal, que é quem realmente está pagando esta conta, para que os alunos não sejam prejudicados” acrescentou.
Além disto, o Secretário disse que "um dia a reforma do Colégio Estadual vai acabar, e provavelmente terá uma reinauguração digna de sua história, e terá muita gente para erguer esta taça e sair na foto, enquanto isto teremos outra “criança” para ser disputada e quem vai ficar “sem pai” são as crianças do Maria Alice que ao voltar para o velho prédio, provavelmente, terão que se contentar com promessas políticas de uma nova reforma” finaliza.